domingo, 28 de maio de 2017

MPF mostra à J&F com quantos bilhões se faz um acordo

O MPF recusou R$ 8 bilhões.

Quer R$ 10,99 bilhões da J&F, da qual faz parte a JBS, para fechar acordo de leniência com o grupo de Joesley e Wesley Batista, segundo O Globo.

O valor representa apenas 6% dos R$ 183,2 bilhões, livre de impostos, faturados pela J&F em 2016 e ainda poderia ser parcelado ao longo de 13 anos, com prestações semestrais, tendo início em dezembro deste ano

Para onde vai o dinheiro?

"A intenção do Ministério Público é destinar 75% do total a ser pago para o BNDES e os fundos de pensão Funcef e Petros, ficando 25% para cada. A União receberia 12,5%, enquanto que a Caixa e o FGTS ficariam com 6,25% cada. Há a previsão de que caso o grupo firme outros acordos no exterior teria que destinar metade do valor pago lá fora a estas instituições."

É um modo de reaver a dinheirama que vazou pelo ralo em cada uma delas nos governos do PT.

Fonte: O Antagonista


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Justiça Federal prorroga prisão de Arruda, Agnelo, Filippelli e cia.

Pedido do Ministério Público e da Polícia Federal foi aceito pela Justiça Federal nesta sexta-feira (26/5)

juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, acatou os pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal e autorizou a prorrogação da prisão temporária dos 10 presos na Operação Panatenaico por mais cinco dias. A decisão saiu no começo da noite desta sexta-feira (26/5).
Com isso, os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) e outros sete presos, entre eles o dono da Via Engenharia, empresário Fernando Queiroz, permanecerão presos.
Segundo o MPF, a prorrogação é indispensável para a investigação. Os procuradores alegam que ainda não receberam comprovação do bloqueio de contas e bens no valor de R$ 155 milhões dos envolvidos. 

A manifestação do MPF é decorrência do pedido da revogação da prisão feito por alguns dos advogados dos presos.
Já a Polícia Federal avaliou que, após análise prévia das apreensões e depoimentos tomados, existem os pressupostos necessários à prorrogação das medidas. Nesta quinta (25), a delegada que chefia a operação, Fernanda Costa de Oliveira, disse ao Metrópoles que a análise precisa ser “muito criteriosa” para não dar margem a qualquer tipo de questionamento, nem técnico nem jurídico.
A expectativa das defesas dos suspeitos de superfaturar as obras do Estádio Mané Garrincha e cobrar propina das empreiteiras era de que eles pudessem ser soltos neste fim de semana. Porém, a estada dos presos pode ser ampliada até quinta-feira (1/6).
O advogado de Arruda, Paulo Emílio Catta Preta, informou que respeita a decisão, “muito embora não concorde com a sua necessidade. De outro lado, o pedido de prorrogação das investigações é sintomático da inexistência de provas, ao menos quanto à suposta participação de Arruda nas irregularidades apuradas.”
A defesa do ex-governador Agnelo Queiroz informou que não vai se pronunciar no momento, pois analisa os fundamentos da decisão e as manifestações da delegada e do MPF. Os outros advogados não haviam se pronunciado sobre a decisão do juiz até esta publicação.
Direcionamento e propina
Conforme relatos feitos nas delações premiadas e acordos de leniência da Andrade Gutierrez, as tratativas de direcionamento da licitação para a reforma do Mané Garrincha começaram em 2008, um ano antes do processo de seleção das empreiteiras. Três diretores da empresa afirmaram que, já naquele momento, ficou acertado o repasse de 1% do valor total da obra para os agentes políticos.

De acordo com o MPF, foi constituído um cartel entre várias empreiteiras para fraudar a licitação e assegurar, de forma antecipada, que os serviços e as obras fossem executadas por consórcio constituído pela Andrade Gutierrez e Via Engenharia. Como contrapartida, os vencedores pagaram propina a agentes políticos e públicos, que estão entre os alvos da operação.
A reconstrução do antigo Mané Garrincha foi estimada inicialmente em R$ 690 milhões, mas acabou custando cerca de R$ 1,5 bilhão, o que fez com que o estádio se tornasse o mais caro entre os 12 que receberam os jogos da Copa do Mundo de 2014. O dinheiro saiu dos cofres da Terracap, empresa pública do Governo do Distrito Federal, cujo capital é constituído da seguinte forma: 51% do GDF e 49% da União.
O caso começou a ser investigado em setembro de 2016, a partir de depoimentos de três executivos da Andrade Gutierrez, em colaboração premiada firmada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). As informações de que houve fraude na licitação foram confirmadas por diretores da Odebrecht. Eles garantiram — também em delação — que, em decorrência dessa combinação prévia, a empresa participou da licitação apresentando um valor superior ao oferecido pela Andrade Gutierrez. Em contrapartida, teve o “favor” retribuído durante a licitação para as obras da Arena Pernambuco.
MPF e PF citam, além dos depoimentos, perícia técnica e levantamento do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que também constataram fraude na licitação. Em laudo, peritos da Polícia Federal listaram seis irregularidades no edital do certame, concluindo que houve “notório direcionamento” do processo. Já a Corte de Contas apontou um sobrepreço de R$ 430 milhões, em valores de 2010, montante que, corrigido pela taxa Selic (básica de juros), alcança hoje R$ 900 milhões.
Embora os recursos que custearam a reforma tenham saído da Terracap, a responsabilidade pela realização do processo de seleção das empresas foi conduzido pela Novacap.

Fonte: Metrópoles

PF encontra em apartamento de Aécio comprovantes identificados como ‘cx 2’

A Polícia Federal apreendeu no apartamento de Aécio Neves, na Avenida Vieira Souto, no Rio, “diversos documentos acondicionados em saco plástico transparente, dentre eles um papel azul com senhas, diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição 'cx 2'".
Também foi apreendido um aparelho bloqueador de sinal telefônico, um celular e um pen drive. 
As informações estão em relatório enviado ao STF.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Lula caiu na fogueira

 
Por Felipe Moura Brasil

Gravação é a única prova admitida pelo PT – de preferência, quando não são dos petistas as vozes na gravação. Todas as outras provas, que exigem leitura de documentos, são dadas como inexistentes, pois petista não lê.

A denúncia contra Lula no caso do tríplex no Guarujá tinha 149 páginas. A denúncia contra Lula no caso do sítio de Atibaia tem 168 páginas. Só essas duas, das seis denúncias contra Lula, somam, portanto, 317 páginas. É muita página para petista ler – muito mais para entender e mais ainda para assumir que entendeu.

“Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler”, disse Lula em programa de TV em 1981, acrescentando que estava com um livro há três meses e tinha lido 300 páginas.

Naquele suposto ritmo, Lula teria levado pouco mais de três meses para ler as denúncias do tríplex e do sítio – e talvez tivesse batido um recorde digno de registro no ‘Guiness Book’ do Partido dos Trabalhadores que não trabalham nem leem.

Como ficou claro após a divulgação das conversas comprometedoras de Joesley Batista com Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB), e das imagens do assessor do presidente com uma mala de dinheiro e da irmã do senador presa, petistas preferem áudios, fotos, galerias e memes. Livro, só se for para colorir – e de vermelho, claro.

Infelizmente para Lula, a denúncia sobre o sítio (fartamente usufruído por ele) é tão arrasadora que até se entende melhor, como antecipamos em Reunião de Pauta, por que seu advogado atuou para impedir a exploração do caso no interrogatório sobre o tríplex (que Lula não chegou a usufruir porque a imprensa o noticiou como dele já em 2010).

Claudia Suassuna, mulher de Jonas Suassuna, disse que “foi realizada a aquisição do sítio Santa Denise” pelo marido, “já sabendo que sua utilização seria de Lula”.

De quebra, “reconheceu que somente estiveram no local por duas oportunidades, em festas juninas organizadas pela família Lula” e “que em uma das ocasiões pernoitou em um hotel na cidade de Atibaia”.

Já o caseiro Maradona, em e-mails enviados ao Instituto Lula em 2014, informava que “morreu mais um pintinho essa noite e caiu dos (sic) gambá (sic) nas armadilhas”; e também que a “pirua (sic) esmagou os três pintinhos de pavão que estava (sic) com ela”.

É complicado refutar a acusação de que Odebrecht, OAS e Schahin reformaram o sítio como forma de pagar a Lula propinas do esquema de corrupção da Petrobras, se considerarmos – além das confissões de executivos das empreiteiras e dos registros das obras – que o proprietário formal do imóvel só frequentava o arraiá dos Lulas, e o caseiro se reportava diretamente ao comandante máximo para narrar o arraiá dos pintos.

Muito mais fácil é fingir que não existe tudo aquilo que petista não lê.

De tanto dançar quadrilha, Lula caiu na fogueira, mas ainda tenta enganar os “gambá”.

Fonte: O Antagonista

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Os tapas de Lula na cara da sociedade



Por Felipe Moura Brasil

Lula aparece com Léo Pinheiro em fotos no tríplex do Guarujá e no sítio de Atibaia – aparentemente, nesta última, imitando Carmen Miranda.

Se Lula tivesse apenas visitado o tríplex com Léo Pinheiro, com a perspectiva de usufruí-lo, já seria um tapa na cara da sociedade por três motivos básicos:

1) Léo Pinheiro é ex-presidente da empreiteira baiana OAS, que tinha contrato público com a Petrobras no governo do PT.

2) A OAS integrava o cartel que fraudava licitações da maior estatal brasileira e pagava propina a agentes públicos e políticos, inclusive ao próprio PT.

3) Léo Pinheiro não é um simples corretor de imóveis querendo convencer um cliente a comprar um apartamento, como Lula tentou retratá-lo ao ser interrogado pelo juiz Sérgio Moro, mas, sim, o ex-presidente da empreiteira, o que também indica privilégio de Lula no tratamento recebido.

Se Lula tivesse apenas se reunido com Léo Pinheiro no sítio para tratar de reforma no imóvel, já seria, também, um tapa na cara da sociedade por todos os motivos anteriores.

Se Lula tivesse apenas discutido com Léo Pinheiro e o arquiteto da OAS Paulo Gordilho, em seu apartamento em São Bernardo do Campo, a cozinha do sítio de Atibaia, como Lula admitiu no interrogatório, já seria... o mesmo.

O Antagonista, no entanto, repete: João Vaccari Neto, ex-tesoureiro preso do PT, disse a Léo Pinheiro que o tríplex e a reforma no sítio poderiam ser debitados da propina que a OAS pagava ao partido, segundo o empreiteiro.

“Usei valores de pagamento de propinas para poder fazer encontro de contas”, contou Léo Pinheiro. “Em vez de pagar X, paguei X menos despesas que entraram no encontro de contas. Só isso. Houve apenas o não pagamento do que era devido de propina.”

De quebra, a cozinha do sítio é da mesma marca da do tríplex, como revelou O Antagonista, e ambas foram compradas pela OAS, o que praticamente caracteriza a aceitação de favores indevidos de uma fornecedora do Estado.

“Bebemos eu e ele uma garrafa de cachaça da boa Havana mineira e umas 15 cervejas”, relatou ainda Paulo Gordilho em mensagem sobre outro encontro em Atibaia, registrado em foto na qual Lula aparece tomando pinga.

Mensagens, aliás, sobre os dois centros de custos que seriam criados na OAS para “sítio” e “praia” trazem referência a Lula como “Zeca Pagodinho”.

O tapa na cara da sociedade não podia ser mais completo: Lula Pagodinho Miranda bebeu do petrolão e revelou ao mundo o que é que a baiana tem.

Fonte: O Antagonista, imagem Rede Globo

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O corrupto covarde: Lula recorre ao STJ para barrar depoimento a Moro

Defesa do petista tenta paralisar ação em que Lula é acusação de crimes no caso triplex e, consequentemente, depoimento a Moro. Intenção é evitar que a inevitável condenação do petista atrapalhe sua candidatura a Presidência em 2018. A estratégia para fugir da cadeia é ser eleito Presidente da República e transformar o país numa ditadura chavista.


Depois de não conseguir adiar, via Tribunal Regional Federal da 4ª Federal, o depoimento que prestará nesta quarta-feira ao juiz Sergio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu, na noite desta terça-feira, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, para evitar ficar frente a frente com o juiz da Lava-Jato em Curitiba.

O habeas corpus foi distribuído ao ministro Felix Fischer, presidente da 5ª Turma e relator dos processos relacionados a pedidos de investigados no escândalo do petrolão. A decisão do STJ sobre se Lula deve ou não prestar o depoimento sobre o caso triplex deve ser oficializada na manhã desta quarta-feira.

Instituto Lula

Em outro revés para Lula nesta terça-feira, o juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou a suspensão das atividades do Instituto Lula. A medida foi tomada na ação penal em que o ex-presidente é acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava-Jato. O juiz tomou a medida cautelar porque entendeu que a entidade foi usada para a “perpetração de vários ilícitos criminais”.

Com informações e fonte parcial da Veja

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Lula roubou o meu inconsciente e talvez o seu

 
Por Mario Sabino
Há doze anos o meu destino está entrelaçado ao do PT. Não por vontade minha, mas porque os bucaneiros petistas me colocaram na linha de tiro como o principal responsável pela linha editorial da antiga revista Veja. Acho que, naquele momento, contribuí com essa impressão — falsa — ao editar uma reportagem que, na versão original, dizia que José Dirceu, então em queda livre por causa de Waldomiro Diniz, se recuperaria. O repórter havia ouvido principalmente amigos de Dirceu, não sei se a mando do então chefe da sucursal. Como era uma distorção da realidade, reapurei a história e saiu o contrário. Depois de Dirceu, veio o mensalão e, claro, Lula. Desde então o meu dia a dia se resume a atirar para sobreviver.

Sobreviverei? Sobreviveremos a Lula, ao PT, a essa destruição institucional que homem e partido continuam a perpetrar? Oscilo entre o sim e o não, muitas vezes no intervalo de poucos minutos. A minha única certeza é que eu gostaria que Lula e PT se tornassem logo passado, para que eu pudesse desprezá-los enquanto a minha velhice não se manifesta na sua inteireza.

As pessoas riem quando digo que, além de roubar o país e o meu cotidiano, ambos roubaram o meu inconsciente. Mas é verdade e natural que seja assim. Lula e o PT aparecem nos meus sonhos e nos meus lapsos, substituindo os conteúdos que habitam esse oceano subterrâneo do qual podem emergir significados para a minha existência e, quem sabe, algum material criativo para os livros de ficção que, infelizmente apenas para mim, passaram a ser improváveis. O meu inconsciente virou um pré-sal com sondas superfaturadas que extraem planilhas de propina, delações premiadas e golpes contra a Justiça. Cheguei a sonhar que era ministro do STF. Da Segunda Turma, mais precisamente. No meu sonho, era bem esquisito ser ministro da Segunda Turma.

Ao falar de mim, tento falar de você. Há quanto tempo você perde tempo se preocupando com Lula e o PT? E eu nem estou me referindo às aflições econômicas que causaram. Talvez eles também tenham roubado o seu inconsciente, como ocorre comigo. Na minha opinião, o roubo do dia a dia e do inconsciente é tão danoso quanto o do petrolão. Ainda vamos rir disso tudo? Oscilo entre o sim e o não, muitas vezes no intervalo de poucos minutos.
Fonte: O Antagonista

terça-feira, 2 de maio de 2017

Dirceu pode menosprezar a Justiça brasileira


O procurador Roberto Pozzobon disse o seguinte sobre José Dirceu:

"A impunidade no país é tamanha que, no Mensalão, o ex-ministro-chefe da Casa Civil acreditava que sua responsabilização criminal por corrupção seria como um raio que não poderia cair duas vezes em seu quintal. Somente assim se explica a atitude de José Dirceu, que, mesmo após ter perdido seu cargo, mesmo durante e após o seu julgamento pelo Supremo, mesmo após o cumprimento de sua prisão por determinação da mais alta corte do País e a deflagração da operação Lava Jato, persistiu recebendo propinas milionárias. O tempo dos crimes objeto da presente denúncia atesta o total menosprezo de José Dirceu à autoridade da Justiça brasileira.”

Ao que tudo indica, José Dirceu pode continuar menosprezando a autoridade da Justiça brasileira.
Fonte: O Antagonista