segunda-feira, 24 de abril de 2017

Táxi e Uber ganham um novo concorrente em Brasília


Um novo aplicativo de transporte particular chegou a Brasília. A Yet Go é semelhante ao Uber e promete uma série de vantagens em relação aos concorrentes, como preços até 40% menores, o que deverá acirrar ainda mais a disputa no mercado. O valor por quilômetro rodado é fixo, não sendo cobrada tarifa dinâmica e nem taxa de cancelamento por desistência da corrida.

De acordo com o sócio-fundador e diretor de operações da plataforma, Alberto Souza, o aplicativo começou bem na capital. “Brasília nos surpreendeu positivamente. Em apenas uma semana, tivemos mais de 500 motoristas cadastrados”, conta. “Viemos para somar e não para criar inimizades com taxistas. Pelo contrário! Eles também podem baixar o aplicativo e trabalhar conosco, aumentando, assim, os seus salários”, conclui Alberto.
Para atrair a clientela, a empresa oferece promoções e não trabalha com tarifa dinâmica. “Os usuários podem pagar tanto em cartão quanto em dinheiro e não é necessário informar o número do cartão para se cadastrar no aplicativo”, relata o executivo.

O aplicativo foi lançado em Belém (PA), em novembro de 2016, e está disponível para download para Android e Apple Store. A Yet Go já está disponível em São Paulo, São Luiz, Fortaleza, Alagoas, Curitiba, Rio Grande do Sul, Belém e Santa Catarina.
Em outras cidades brasileiras, o aplicativo lançou o Yet10, que são corridas a R$ 10 reais para qualquer lugar dentro do município.

Valores

Segundo Alberto, a empresa já conta com mais de 500 motoristas no DF, e as tarifas cobradas para cada quilometro percorrido é de R$ 1,70 para carro comum e R$ 2,00 para carros de luxo.

“Comparando a bandeira 1 do táxi comum, ao utilizar o serviço pelo aplicativo, os usuários têm economia de até 40%. Com relação a táxi de aeroporto, o aplicativo fica entre 50% e 70% mais barato dependendo da cidade”, comenta Alberto.

Taxistas não aprovam o aplicativo

Com o lançamento de outro aplicativo que promove a mobilidade urbana no mercado, quem trabalha dia-a-dia como taxista não aprova a nova prática. Para Marcos Antônio, 29 anos, o aplicativo veio para atrapalhar o seu serviço. “Hoje em dia, o cliente procura o menor preço e isso prejudica, pois ele está procurando o mais acessível. Já tivemos uma redução de 70% em relação ao Uber e, agora, com o Yet Go a redução será ainda maior”, lamenta.

Até esta publicação, o Uber não havia se pronunciado.

Fonte: Jornal de Brasília

O tamanho real da esquerda


Por Mario Sabino
O primeiro turno da eleição presidencial na França mostrou o tamanho real da esquerda no país que americanos, ingleses e brasileiros consideram o mais esquerdista da Europa. No total, os partidos da gauche somaram apenas 28% dos votos.

É o tamanho real porque, depois de cinco anos desastrosos de governo socialista, só votou na esquerda quem, de fato, acredita profundamente na sua ideologia. Tanto é que a agremiação esquerdista que chegou a quase 20% dos votos foi a do radical Jean-Luc Mélenchon, um sujeito que acha o bolivarianismo uma conquista do balocobaco. Ou seja, os seus eleitores creem que o socialista François Hollande foi uma calamidade por não ter sido esquerdista o suficiente.

Uma pesquisa mostrou que 22% dos franceses se consideram de esquerda. Mas, como 28% votaram em partidos da gauche em meio ao naufrágio socialista, é este número que deve ser levado em conta. E o que melhor espelha o que ocorre em boa parte do Ocidente, no qual tomo a liberdade de incluir o Brasil.

A imagem no espelho francês: de 25% a 30% do eleitorado é irremediavelmente esquerdista. Se você duvida, pegue o exemplo da eleição municipal em São Paulo, cidade que sofreu durante quatro anos nas mãos do PT. Se considerarmos que pelo menos metade dos votos de Marta Suplicy foi de esquerdistas, perfazem 25% os paulistanos que não votaram no capitalista João Doria por convicção ideológica.

Você pode achar que essa quantidade de esquerdistas renitentes é enorme. De fato, é espantoso verificar que tanta gente ainda acredita num fantasma político que falhou de modo miserável nas suas diversas encarnações em 170 anos de história. No entanto, dado o grau de doutrinação socialista que vigora nas escolas e universidades, para não falar da manipulação permanente dos desvalidos por sindicatos, partidos e “movimentos sociais", é também admirável que a quantidade de eleitores completamente iludidos seja minoritária.

É claro que é preciso lutar para que a doutrinação e a manipulação sejam abolidas. Na minha opinião, o marxismo poderia ser estudado como o feudalismo, sem o legado deste último. Na minha opinião, sindicatos, partidos e “movimentos sociais” não poderiam receber o nosso dinheiro. O esforço imediato, contudo, deveria ser para evitar que o eleitorado flutuante, sem ideologia definida, caia outra vez na esparrela de votar em socialistas por razões oportunistas. Em especial, quando socialistas assinam cartas de apoio ao capitalismo escritas por empreiteiros bandidos.

Vive la France. Vive le Brésil.
Fonte:  O Antagonista

domingo, 23 de abril de 2017

Lula, o sócio majoritário de tudo isto que está aí


Em sua coluna no Estadão, Vera Magalhães resume a trajetória de Lula. Leia:
“As últimas e estarrecedoras revelações do submundo da empreiteirocracia instituída no Brasil por Luiz Inácio Lula da Silva e mantida sob Dilma Rousseff não deixam dúvida: Lula não era apenas beneficiário, mas sócio majoritário e idealizador do esquema que pilhou a Petrobrás, o BNDES, o setor elétrico, a Receita Federal e sabe-se lá mais quantos pedaços do Estado.
Mais: Lula se tornou sócio dos empreiteiros não só depois de instalado no Palácio do Planalto. As negociatas começaram bem antes, quando o sindicalista ainda começava a angariar a fama que viria a ter.
(...)
Todos têm de ser punidos e seus beneficiários de diferentes partidos, de tucanos a comunistas, passando pelos peemedebistas de sempre, merecem a aposentadoria compulsória da política e a pena da lei.
Mas que não reste dúvida: o verdadeiro sócio do esquema criminoso que colocou em xeque a ainda incipiente democracia brasileira atende pela alcunha de Lula, e sua máscara caiu indubitavelmente diante dos olhos da Nação. Quem ainda não enxergou é porque não quer mesmo ver.”

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Em defesa do Brahma

O Antagonista está arrecadando fundos para erguer um monumento em homenagem a Cristiano Zanin, o advogado de Lula.


Seu empenho em mandar para a cadeia o comandante máximo da ORCRIM tem de ser reconhecido.
Merval Pereira, muito oportunamente, dedicou-lhe uma coluna em O Globo:
Lula é o verdadeiro dono do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia. E mandou o dirigente da empreiteira OAS Léo Pinheiro destruir qualquer tipo de documento que evidenciasse o pagamento do tríplex pelo então tesoureiro do PT João Vaccari, que, segundo Pinheiro, foi feito com propina resultante de obras da Petrobras.
O segredo de Polichinelo chegou ao fim com os depoimentos do ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro e as delações dos executivos da Odebrecht. E Cristiano Zanin, o advogado do ex-presidente, ajudou a esclarecer as coisas com suas perguntas pretensamente ardilosas.
A certa altura, perguntou se Lula havia deixado algum objeto pessoal no tríplex, querendo provocar uma negativa que demonstraria que não seria o dono. Mas no sítio de Atibaia, há objetos pessoais de sobra para provar a propriedade. No Guarujá, não havia nada porque o tríplex estava em obras, esclareceu Léo Pinheiro.
Em outro momento, como o ex-executivo da OAS insistia que Lula era o proprietário do imóvel, o advogado perguntou: “O sr. entende que deu a propriedade do apartamento para o presidente?”, indagou Cristiano Zanin. Léo Pinheiro foi enfático: “Eu não dei nada. O apartamento era do presidente Lula. Desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop, já foi me dito que era do presidente Lula e sua família, e que eu não comercializasse e tratasse aquilo como propriedade do presidente”, afirmou.
Zanin ainda perguntou se Lula havia conversado com ele sobre o pagamento das obras, e Pinheiro foi didático: nunca conversou com Lula sobre o assunto, mas sim com João Vaccari, o tesoureiro do PT. E ele, depois de conversar com Lula, disse que o custo poderia ser descontado da conta do PT: “Usei valores de pagamento de propinas para poder fazer encontro de contas. Em vez de pagar X, paguei X menos despesas que entraram no encontro de contas. Só isso. Houve apenas o não pagamento do que era devido de propina.”
O advogado de Lula tentou uma última cartada, que acabou comprometendo seu cliente mais ainda. Denunciou ao juiz Sérgio Moro um suposto crime de ação pública cometido pela empreiteira OAS, que relacionou entre seus ativos o tríplex do edifício Solaris. Segundo Zanin, se o apartamento é de Lula, a empreiteira cometeu um crime ao dizer-se dona do apartamento.
O juiz Sérgio Moro retrucou, dizendo que o advogado deveria perguntar a seu cliente (Lula): “Ele diz que o apartamento não é dele...”.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Lula perde ação contra Delcídio

Lula perdeu ação indenizatória que moveu contra Delcídio do Amaral pela acusação de tentar evitar a delação de Néstor Cerveró.
 
O ex-senador petista contou em colaboração premiada que o ex-presidente foi o mentor do esquema para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras.

Ao julgar improcedente o pedido de Lula, o juiz o condenou a pagar R$ 225 mil em honorários mais custas e despesas processuais. Confira os principais trechos da sentença abaixo:


...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Prédios símbolo de Brasília têm operários que morreram concretados durante a construção da capital, diz pesquisador

Livro revela que acidentes e mortes durante o trabalho eram constantes na época


Quem passa pela Esplanada dos Ministérios hoje não imagina que em colunas de concreto que sustetam os prédios há operários que morreram durante a construção concretados.

Esta é uma das histórias contadas no livro 1.001 coisas que aconteceram em Brasília e você não sabia, de Hélio Queiroz. Após três anos de pesquisa e mais de 2.000 horas em gravações de entrevistas catalogadas, o jornalista constatou que a Esplanada dos Ministérios registrava uma média de três acidentes de trabalho por dia. Sem poder parar a obra ou por risco na retirada, os corpos eram deixados no local, um velório simbólico acontecia e a obra continuava com mais concreto em cima dos corpos. 

No livro consta que, tanto nos ministérios quanto no Congresso Nacional, em razão da altura, as vítimas eram geralmente fatais. Quando os enterros não aconteciam no próprio canteiro de obras as vítimas eram levadas ao Lago Paranoá, já que ainda não havia cemitérios na capital.

Entre os acidentes, a publicação destaca a história de operários que se desequilibraram e caíram dentro da coluna de concreto, no prédio de um dos ministérios e na barragem do Lago Paranoá. Em ambos os casos, seja por falta de autoridade do mestre de obras ou para evitar novos acidentes, a concretagem continuou de modo que o corpo da vítima ficou enterrado dentro das colunas, segundo o presidente do Clube dos Pioneiros, Roosevelt Beltrão.

— Não dava pra abrir as colunas depois do que aconteceu, para evitar um desastre maior e também para não ter prejuízos à obra. Também não dava para parar os trabalhos, porque as obras eram feitas a galope, porque o presidente (Juscelino Kubitschek) tinha uma meta de entregar a capital no dia 21 de abril de 1960, e conseguiu.

Outro local em Brasília com operários soterrados em meio à obra foi o auditório Dois Candangos da UnB (Universidade de Brasília), inaugurado em 1962, como lembra o arquiteto especialista na história da capital, Antônio Carlos Carpinteiro.

— Reza a lenda que o auditório Dois Candangos da UnB tem esse nome porque dois candangos morreram na concretagem da obra. Acidentes de obra devem ter acontecido muitos na época, porque as leis eram muito frouxas, e no meio do mato, sem fiscalização, distante da delegacia que ficava em Goiânia, praticamente ao Deus dará.

Além da pressa para inaugurar a nova capital federal e da fiscalização falha, o principal motivo causador de acidentes era o alcoolismo dos operários, segundo Queiroz.

—Os peões trabalhavam em cavaletes, ficavam em elevadores de madeira sem nenhuma proteção. A principal causa de acidentes era o alcoolismo, pois haviam barraquinhas de cachaça ao lado das construções, daí os operários trabalhavam bêbados e caíam dos andaimes. O número de acidentes era grande, mas na época não podia divulgar, porque tinham que passar imagem positiva para o mundo.

Para escrever 1.001 coisas que aconteceram em Brasília e você não sabia, Queiroz contou com uma equipe com repórteres e bibliotecários, que fizeram entrevistas com mais de 150 pioneiros. Além disso, eles também pesquisaram documentos em locais como os arquivos públicos do DF e Nacional, a biblioteca da UnB e o Instituto Histórico do DF.

O lançamento do livro, em 2014, contou com o apoio da editora do Senac-DF (Serviço Nacional de Aprendizagem no Distrito Federal).

Fonte: Rodrigo Vasconcelos, do R7

terça-feira, 18 de abril de 2017

Lula arrola 87 testemunhas, Moro dá o troco


Lula arrolou 87 testemunhas na ação penal sobre a compra do terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula. O imóvel foi comprado pela Odebrecht a pedido de Paulo Okamotto, segundo Marcelo Odebrecht.
Moro decidiu ouvir as 87 testemunhas, mesmo considerando o número "exagerado", mas exigiu a presença de Lula em todas.
"Será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria Defesa, a fim de prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por provas emprestadas."

O Brasil é campeão mundial de sindicatos

O imposto sindical obrigatório tem de acabar.
Rogério Marinho, relator da reforma trabalhista, diz que "o Brasil é campeão mundial de sindicatos".
Ele está certíssimo.
Veja os números:

Se Lula for candidato em 2018, a única saída será o aeroporto


Por Mario Sabino / O Antagonista

Quando petistas disseram que, sem Lula na disputa, a eleiçãpresidencial de 2018 será “ilegítima”, ficou claro para mim que eles projetam três lances à frente no jogo político-policial. Oprimeiro lance está desenhado: o comandante máximo será condenado na primeira instância, por Sérgio Moro, até o final deste semestre, no processo do triplex do Guarujá. Léo Pinheiro, da OAS, contribuirá para tanto. O segundo lance será, naturalmente, recorrer ao tribunal revisor das decisões de Curitiba, o TRF4, em Porto Alegre. Como é altamente improvável que Lula seja absolvido nessa segunda instância, dada a abundância de provas contra ele e o rigor exemplar dos seus desembargadores, a confirmação da condenação ocorrerá até dezembro ou, no máximo, o início do ano que vem. Restará oterceiro lance no STF.

Quando falam em ilegitimidade de uma eleição presidencial sem Lula, os petistas já apelam ao Supremo, um tribunal que costuma ser, digamos, sensível a argumentos aparentemente políticos. Mas a verdade é que ficou difícil para os ministros do STF aceitarem essa falácia petista, mesmo que desse para desprezar tudo de concreto que atesta a culpa do comandante máximo. Até omomento, se não perdi a conta, Lula é réu em outros quatro processos — e pode ser condenado em primeira instância num deles mais cedo do que se imagina. Além disso, com as delações da Odebrecht, ele passará a ser investigado diretamente em mais seis inquéritos, para não falar dos demais nos quais o seu nome surge com força. É impossível Lula não virar réu em pelo menos um dos processos a serem abertos.

Há uma decisão recente do Supremo que torna absurdo colocar Lula na disputa pelo Planalto. Em dezembro último, o tribunal manteve Renan Calheiros na presidência do Senado, mas, por ser réu, o tirou da linha sucessória da Presidência da República. Ou seja, ainda que adie para depois da eleição presidencial ojulgamento de recurso em ação penal que tenha condenado Lula, seria no mínimo ilógico permitir que um réu entrasse na corrida eleitoral para a mesma função.

Os mais céticos dirão que nada do que escrevi acima importa. OSTF vai ignorar sua jurisprudência e também absolver rapidamente Lula em todos os processos que porventura chegarem ao tribunal, a fim de que ele possa concorrer ao Planalto -- e, se for vitorioso, ganhar foro privilegiado e suspender o jogo. Bem, diante dessa esculhambação, com o perdão do clichê, só restaria a saída do aeroporto aos cidadãos que ainda puderem pagar uma passagem para o exterior.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Exclusivo: Sobrou até para o Batochio

Depois de destruir Lula e Antônio Palocci, Marcelo Odebrecht avançou sobre o advogado de ambos, José Roberto Batochio, que questionou a veracidade do depoimento do delator.

"O senhor está se enrolando. Eu não queria falar isso, mas o senhor não para... então vou falar", disse Marcelo, narrando mais um pagamento a Palocci.

Fonte: O Antagonista

O que Doria roubou de Lula

Ontem o PT fez eleição interna para escolher dirigentes e delegados municipais. A participação foi um fiasco: 200 mil votantes ante 420 mil em 2013. A direção do partido diz que a queda se deve a mudanças na forma da eleição, mas a verdade expressa pelos números é que o entusiasmo dos petistas pelo PT é metade do que era antes da eclosão da Lava Jato, do impeachment de Dilma Rousseff e de o partido sofrer uma derrota acachapante nas urnas em 2016.

Outra notícia ruim para o PT é que uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, noticiada com exclusividade por O Antagonista, mostra que, na periferia de São Paulo, os trabalhadores que votaram em Lula e deixaram de votar em Dilma sonham em empreender e se consideram parceiros dos empresários que os empregam. Mais: eles comparam positivamente Lula a Silvio Santos, como alguém que subiu na vida dentro do sistema capitalista. Podemos concluir que ficou mais difícil vender o baú ideológico do PT, sem contar que Lula é empreendedor do dinheiro alheio, fato que tende a ficar cada vez mais claro à medida que avançam os processos e investigações da Lava Jato. Como era esperado, Marcelo Odebrecht confirmou hoje que o petista é mesmo o “Amigo” da planilha da propina.

Para completar o quadro, tem-se João Doria, que esmagou o PT nas eleições municipais. O Datafolha tentou esconder que 55% dos paulistanos entrevistados pelo instituto agora querem Doria na Presidência da República. Ele não é só o anti-Lula ou o anti-esquerda. É também o tucano anti-tucano. É, principalmente, o anti-Temer, como se verá daqui a alguns meses. Ele tem de suplantar muitas dificuldades para tornar-se candidato (Geraldo Alckmin e os seus operadores na imprensa paulista, por exemplo, trabalham para torpedeá-lo), porém o mais difícil ele conseguiu em tempo recorde: Doria roubou o anti-tudo-isso-que-está-aí de Lula.

Se eu fosse petista, também estaria desanimado.
Fonte: O Antagonista

Nota da redação: Dá-lhe Bolsonaro neles!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Brahma na cadeia


Léo Pinheiro, em seu depoimento no dia 20, pode repetir a Sergio Moro aquilo que ele já havia dito à PGR: que o triplex de Lula, codinome Brahma, foi descontado da propina devida ao PT.

Lula mandou seus militantes cercarem o prédio do tribunal em Curitiba.

Daqui a pouco eles terão de cercar o prédio da cadeia.

 Fonte: O Antagonista

Lula manda controlar Palocci


Antonio Palocci nunca mais vai sair da cadeia.

Marcelo Odebrecht delatou-o, dizendo que ele era homem do Lula. Fernando Migliaccio entregou-o na semana passada, em seu depoimento a Sergio Moro. Hilberto Silva denunciou o esquema de repasses de propina usando seus dois assessores, Juscelino Dourado e Branislav Kontic. João Santana e Mônica Moura relataram à PGR os pagamentos em espécie patrocinados pelo Italiano.

Antonio Palocci só tem um caminho: negociar um acordo com a Lava Jato.

E é exatamente isso que ele está pensando em fazer.

Diz o Estadão:

"Preso há cinco meses na superintendência da PF em Curitiba, Antonio Palocci avalia fazer delação premiada.
A disposição de Palocci causa desconforto ao ex-presidente Lula. O petista fez chegar à defesa de Palocci sua insatisfação e um pedido de que controlem o cliente".

O advogado de Antonio Palocci, José Roberto Batochio, é também advogado de Lula.

Fonte: O Antagonista

domingo, 2 de abril de 2017

A "legitimidade" de Eliane Cantanhêde


Eliane Cantanhêde escreveu o seguinte:
"E o que vocês fariam se fossem deputados e senadores? A legítima defesa é um direito fundamental. Se eles são indistintamente alvos da fúria popular, estão com a Lava Jato no cangote e na bica de perder o foro privilegiado, deveriam esperar a gulhorina bovinamente? Ou debater uma lei contra abusos de autoridade?"
A premissa é falsa: legislar em causa própria para tentar escapar da Justiça é defesa, mas não é "legítima".
Eliane Cantanhêde vai tirar férias. Está mesmo precisando.

Chapa Dilma-Temer recebeu R$ 112 milhões em dinheiro sujo


A campanha para a reeleição, em 2014, recebeu pelo menos R$ 112 milhões em dinheiro sujo, segundo o parecer do vice-procurador geral eleitoral, Nicolao Dino.
O documento é um dos que embasarão o julgamento da cassação da chapa pelo TSE, cujo início está marcado para esta semana.
As informações são da Folha.

Antonio Palocci: o homem dos R$ 100 milhões


Antonio Palocci foi acusado de desviar 2 milhões de reais para a campanha de Dilma Rousseff.
A Istoé desta semana corrige o número.
Segundo a Lava Jato, as consultorias feitas por Antonio Palocci, coordenador da campanha de Dilma Rousseff em 2010, foram usadas para desviar 100 milhões de reais. Repetindo: 100 milhões de reais.
Disse um procurador:
“Vamos demonstrar que, assim como José Dirceu, Antonio Palocci trabalhou para favorecer grupos privados em contratos feitos com a Petrobras e canalizou ao partido propinas obtidas a partir de recursos desviados da estatal”.
A Lava Jato investiga, em particular, os negócios de Antonio Palocci com a corretora imobiliária WTorre.
Em 2006, contando com a intermediação de Antonio Palocci, a WTorre comprou o Estaleiro Rio Grande. Até aquele momento, a corretora não tinha nenhuma relação com o setor naval. Alguns meses mais tarde, porém, a Petrobras arrendou o estaleiro comprado pela WTorre para a construção de oito plataformas marítimas. As plataformas não foram entregues, mesmo assim a WTorre embolsou 100 milhões de reais da Petrobras.
Antonio Palocci voltou a operar em favor do estaleiro em 2010. De acordo com os procuradores da Lava Jato, ele trabalhou ativamente na venda do Estaleiro Rio Grande da WTorre para a Engevix, em parceria com o Funcef, o fundo de pensão dos servidores da Caixa Econômica Federal.
Depois de comprar o estaleiro, a Engevix obteve da Petrobras um contrato de 2,3 bilhões de dólares para a construção de três navios sonda. Pedro Barusco afirmou que esse negócio envolveu o pagamento de 60 milhões de reais em propinas, dos quais 40 milhões de reais teriam abastecido os cofres do PT.
A Istoé citou um dos procuradores da Lava Jato:
“Temos indícios de que durante anos o Estaleiro Rio Grande serviu como um poderoso braço para canalizar propinas do Petrolão e que essa parte do esquema seria comandada pelo ex-ministro Palocci”.
Quanto? Cem milhões.

80% dos conselheiros de tribunais de contas eram políticos


Um estudo da Transparência Brasil mostra o tamanho da promiscuidade entre os tribunais de conta e o mundo político: 80% dos conselheiros eram políticos ou trabalhavam para políticos antes de serem nomeados.
A pesquisa, publicada pelo Estadão, avaliou 233 conselheiros e ministros de 34 tribunais entre 2014 e 2015.

STJ prorroga prisão dos cinco conselheiros do TCE-RJ suspeitos de corrupção


Prazo da prisão temporária se encerraria neste domingo. Com a nova decisão, os cinco devem permanecer presos até, pelo menos, a próxima sexta-feira.



O Ministro Felix Fisher, do Superior Tribunal de Justiça, determinou a prorrogação da prisão provisória dos cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) presos na última quarta-feira. Eles são acusados de receber propina para fazer vistas grossas em obras e contratos de empreiteiras com o governo estadual.
A prorrogação da prisão foi pedida pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio de Andrada, que está à frente do caso. O prazo da primeira prisão temporária terminaria neste domingo (2). Com a nova ordem, os conselheiros podem ficar presos até a próxima sexta-feira (7).
As prisões temporárias foram pedidas com base nas delações do ex-presidente do TCE Jonas Lopes de Carvalho Filho, que já estava afastado desde o ano passado, e de seu filho o advogado Jonas Lopes de Carvalho Neto. As delações foram homologadas recentemente pelo ministro Fischer. Os dois estão soltos.
Domingos Brasão, José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar, José Nolasco e Aluísio Gama estão na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Já Aloysio Neves está em prisão domiciliar, de acordo com decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). As informações são da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Os cinco dos sete conselheiros do TCE-RJ foram alvo da operação Quinto do Ouro, da Polícia Federal, que investiga um esquema de propina que pode ter desviado até 20% de contratos com órgãos públicos para autoridades públicas.
A operação foi batizada de Quinto do Ouro em referência ao Quinto da Coroa, um imposto correspondente a 20% que a Coroa Portuguesa cobrava dos mineradores de ouro no período do Brasil Colônia, e que acabava desviado.
O Tribunal de Contas é responsável por fiscalizar a gestão de recursos públicos do estado e dar transparência às ações do governo. Ele não é vinculado à Justiça, e sim um órgão de apoio à Assembleia Legislativa. Quando solicitado, também pode auxiliar o Executivo, Judiciário, Ministério Público, Receita Federal, demais tribunais de contas e outros setores. Os conselheiros são nomeados pelo governador do estado.
Fonte: G1

O número da semana: R$ 100 milhões em... cavalos


Marco Antônio Alencar, conselheiro do TCE do Rio preso na Operação Quinto do Ouro, é dono de mais de 30 cavalos, avaliados em US$ 1 milhão cada um. Seu salário no tribunal é de R$ 30 mil por mês. Só doses cavalares de imaginação explicam o feito.


Em Brasília a situação não é muito diferente, só no grupelho local do Cavalo Manga Larga Marchador os maiores criadores são ex-deputados distritais, ex-governadores, ex-secretários do GDF (inclusive de gestões PTista da era Cristovam) e empresários de diversos setores, do lixo a vigilância e conservação...



Falta vontade da PC e MP local para verdadeiramente começar a investigar a fundo a caixa preta da corrupção no governo do DF...