segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Flagrado em aeroporto de Nova York, Eike Batista diz que se vai se entregar à polícia


Eike deverá chegar no Rio de Janeiro por volta das 10h30 desta segunda-feira

RIO - Flagrado na área de embarque do aeroporto de Nova York na noite deste domingo, 29, o empresário Eike Batista afirmou à reportagem da TV Globo que se entregará à polícia brasileira assim que chegar ao Brasil. "Tô voltando, vou responder à Justiça como é meu dever. Tá na hora de ajudar a passar as coisas a limpo", afirmou em entrevista à emissora. O empresário embarcará no voo 973 da American Airlines, com previsão de chegada ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - Galeão entre 10h e 10h30 desta segunda.

Eike teve a prisão decretada nesta quinta-feira, 26, na Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato que apura esquema usado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB) e outros investigados para ocultar mais de US$ 100 milhões remetidos ao exterior. Desse valor, repassado em ações da Vale, da Petrobrás e da Ambev, apenas 10% já foi recuperado pelo Ministério Público Federal.
Também com cidadania alemã, o empresário está foragido desde quinta-feira, 26. Dados da Polícia Federal apontavam que ele havia embarcado em um voo para Nova York utilizando seu passaporte alemão. 
Além disso, se o empresário decidir se entregar à polícia, ainda não está definido o tipo de unidade prisional para qual será encaminhado, pois há imprecisões sobre a sua formação educacional. Em livro publicado em 2011, o ex-bilionário diz que interrompeu a faculdade de Engenharia na Alemanha "ainda na metade" do curso. Já o prospecto da Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da petroleira que fundou, a OGX, traz a informação que ele era "bacharel em Engenharia Metalúrgica pela Universidade de Aachen, Alemanha".
Se ele não comprovar que possui ensino superior, terá que aguardar julgamento em uma cela comum. Detentos com diploma são encaminhados para unidades restritas aos que têm ensino superior. 
Os advogados de Eike e a Polícia Federal (PF) foram procurados pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, mas não retornaram as ligações da reportagem.
Fonte: Estadão

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