quinta-feira, 22 de junho de 2017

Audiência pública debate serviços de atendimento domiciliar por cooperativas de saúde no DF

Cooperativas de saúde estariam operando de forma irregular

Em audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira (22) no plenário da Câmara Legislativa, técnicos de enfermagem denunciaram uma série de irregularidades envolvendo a contratação de profissionais para prestação de serviços domiciliares por cooperativas de saúde do DF. Os debates foram mediados pelo deputado Bispo Renato Andrade (PR) e contaram com a participação de trabalhadores, sindicalistas, representantes de cooperativas e autoridades do GDF e do governo federal.
 
O presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de enfermagem do DF, Gilney Guerra, e o vice-presidente da entidade, Jorge Viana, pediram apoio da Câmara Legislativa na busca de soluções para os problemas enfrentados pela categoria. Observaram que empresas de home care estabelecidas no DF estão contratando os serviços de cooperativas de saúde, o que não seria permitido por lei. Destacaram, ainda, que algumas cooperativas pagam valores fixos aos cooperados e não repassam os lucros, como estabelece a legislação. Além disso, muitas vezes os trabalhadores extrapolam a jornada de trabalho, sem qualquer benefício ou compensação.
 
Supervisão - Outra irregularidade denunciada pelos sindicalistas é que algumas cooperativas orientam os cooperados a se cadastrarem como micro empresários individuais (MEI) e, dessa forma, eles perdem direitos. Lembraram também que pela lei os técnicos de enfermagem devem ser supervisionados por enfermeiros, o que muitas vezes não acontece em casos de contratos firmados entre empresas de home care e cooperativas de saúde do DF.

A representante do Sindicato das Cooperativas do DF, Shirley Rodrigues, explicou que as cooperativas são regidas por lei própria, sendo que a relação estabelecida com os cooperados é de emprego e também societária. No caso dos serviços de saúde, observou que atualmente o SUS e o setor privado não conseguem suprir todas as demandas e daí a importância da participação das cooperativas na área de assistência à saúde.

A representante nacional do ramo trabalho da Organização das Cooperativas Brasileiras, Margaret Cunha, também falou das características e da importância do trabalho realizado pelas cooperativas no Brasil e no mundo. Lembrou que os cooperados têm dupla função: são ao mesmo tempo "donos e trabalhadores", mas não têm carteira de trabalho assinada. Reconheceu que muitas vezes pode haver distorções na prestação de serviço pelas cooperativas, mas deve-se buscar um modelo ideal que atenda às necessidades dos cooperados.
 
Auditorias - O advogado Sérgio Fonseca Iannini, do movimento de cooperativas, afirmou que os cooperados não são empregados das cooperativas. Eles têm direito à prestação de contas por parte das cooperativas e até podem ter acesso direto aos extratos bancários delas. Sugeriu aos cooperados que se sentirem prejudicados a realizarem assembleias para aprovação de auditorias externas e tratar de outras questões que envolvam irregularidades praticadas pelas cooperativas.

A gerente de atenção domiciliar da Secretaria de Saúde do DF, Maria Leopoldina de Castro Villas-Boas, lembrou que a atenção domiciliar no DF teve início em 1994, graças à iniciativa de um grupo de servidores da secretaria. O programa de internação domiciliar começou em Sobradinho e hoje possui 16 equipes que atendem cerca de 400 pacientes nas modalidades de baixa e média complexidade e 37 em contratos de home care.

A coordenadora geral de Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde, Mariana Borges Dias, destacou que os serviços de atenção domiciliar à saúde, os chamados home care, foram os que mais cresceram nos últimos anos no Brasil. Em função disso, segundo ela, os profissionais que atuam nessa área devem ser valorizados, pois eles muitas vezes vão além de suas obrigações profissionais ao criarem vínculos sentimentais com as famílias dos pacientes.

Durante a audiência pública vários técnicos de enfermagem denunciaram situações de descumprimento da legislação, tratamento indigno e falta de respeito no que diz respeito à prestação de seus serviços. A extensão da jornada de trabalho, os baixos valores pagos pelos plantões e a demora em receber pelos serviços foram as principais reclamações dos profissionais.
 
Grupo de trabalho – Ao final da audiência pública o deputado Bispo Renato propôs a criação de um grupo de trabalho composto por integrantes do sindicato dos técnicos e auxiliares de enfermagem, por representantes das cooperativas e do GDF. O grupo terá como missão apurar as irregularidades denunciadas durante os debates de hoje quanto à contratação de mão de obra por empresas de home care e o não cumprimento de direitos trabalhistas.

O deputado informou, ainda, que a assessoria técnica de seu gabinete fará um estudo para elaboração de projeto de lei com o objetivo de regulamentar e disciplinar atividades desenvolvidas pelas cooperativas de saúde do DF. Anunciou, por fim, que fará o encaminhamento das questões levantadas durante a audiência pública aos órgãos competentes - entre eles secretaria de Saúde do DF, Ministério da Saúde, Conselho Regional de Enfermagem e OAB/DF - para que se faça a devida apuração, fiscalização e providências cabíveis.

Fonte: José Coury Neto - Coordenadoria de Comunicação Social / CLDF 

terça-feira, 20 de junho de 2017

FACHIN TIRA DE MORO TRÊS PROCESSOS CONTRA LULA


O Globo:

"O ministro Edson Fachin, relator da operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que três processos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com base na delação de executivos da Odebrecht sejam retirados da Justiça Federal do Paraná e encaminhados a outros órgãos. Dois casos serão enviados à Justiça Federal do Distrito Federal e outro para a Justiça Federal de São Paulo. Fachin também determinou que um processo do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que teve cassado o mandato de deputado, seja enviado à Justiça Federal do DF, e não ao Paraná."

Um dos processos trata do tráfico de influência de Lula para favorecer a Odebrecht em Angola. Outro trata de propina para as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. Já o processo enviado para São Paulo trata-se da investigação de pagamentos a Frei Chico, irmão de Lula.
Na avaliação de Fachin, esses casos não têm relação com a Lava Jato.

Fonte: O Antagonista

domingo, 18 de junho de 2017

Joesley precisa entregar Lula assim como entregou Temer

Eliane Cantanhêde escreveu que Joesley Batista está centrando fogo em Michel Temer e protegendo Lula. E que, ao proteger Lula, parece ter combinado o jogo com Antônio Palocci, que está empurrando as culpas para Guido Mantega -- candidato a ser agora o que José Dirceu foi no mensalão:

"Mantega é o Dirceu da vez, o que Antonio Palocci (esse é esperto) reforça no processo. Para se defender, ataca Mantega. Os dois, como ministros, usaram a Fazenda para negociatas, achaques, coleta de propinas para o PT. Espantoso! Mas Palocci tira o corpo fora e joga no colo de Mantega – com ajuda de Joesley. Parece estratégia, jogo combinado. Eles precisam livrar o Lula e livrar Palocci, que é Lula. Então, jogam Mantega na fogueira, assim como jogaram Dirceu."

A colunista está certa: é preciso exigir de Joesley que ele entregue Lula completamente, da mesma forma que entregou Temer. Isso está muito longe de poupar Temer.

Fonte: O Antagonista

ORCRIM dá prejuízo de R$ 123 bilhões ao Brasil


A Polícia Federal deflagrou, em quatro anos, 2.056 operações contra organizações criminosas que provocaram prejuízos estimados em R$ 123 bilhões ao país.

Os dados são da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), da PF, e foram obtidos pelo Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

O dinheiro era dos brasileiros. 

Fonte: O Antagonista

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Gilmar Mendes é uma jabuticaba

O TSE tem de ser implodido.

Como disse Merval Pereira, aquilo ali não presta para nada:
“O TSE, sob a presidência do ministro Gilmar Mendes, caminha para uma decisão no julgamento da chapa vitoriosa na eleição presidencial de 2014 abrindo mão de demarcar uma reviravolta nas nossas práticas eleitorais corruptas, admitidas por todos os ministros que o compõem.

Uma decisão desse quilate pode dar um fôlego adicional do governo Temer, mas certamente atingirá gravemente o Judiciário, tendo o TSE como fonte desse desgaste. Um tribunal que só existe no Brasil e em poucos países periféricos, que fala grosso com vereadores e governadores mas afina com presidentes, por mais fortes que sejam as provas, acabará dando razão ao ditado que diz: o que só existe no Brasil, ou é jabuticaba ou não tem serventia”.

Fonte: O Antagonista

domingo, 28 de maio de 2017

MPF mostra à J&F com quantos bilhões se faz um acordo

O MPF recusou R$ 8 bilhões.

Quer R$ 10,99 bilhões da J&F, da qual faz parte a JBS, para fechar acordo de leniência com o grupo de Joesley e Wesley Batista, segundo O Globo.

O valor representa apenas 6% dos R$ 183,2 bilhões, livre de impostos, faturados pela J&F em 2016 e ainda poderia ser parcelado ao longo de 13 anos, com prestações semestrais, tendo início em dezembro deste ano

Para onde vai o dinheiro?

"A intenção do Ministério Público é destinar 75% do total a ser pago para o BNDES e os fundos de pensão Funcef e Petros, ficando 25% para cada. A União receberia 12,5%, enquanto que a Caixa e o FGTS ficariam com 6,25% cada. Há a previsão de que caso o grupo firme outros acordos no exterior teria que destinar metade do valor pago lá fora a estas instituições."

É um modo de reaver a dinheirama que vazou pelo ralo em cada uma delas nos governos do PT.

Fonte: O Antagonista


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Justiça Federal prorroga prisão de Arruda, Agnelo, Filippelli e cia.

Pedido do Ministério Público e da Polícia Federal foi aceito pela Justiça Federal nesta sexta-feira (26/5)

juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, acatou os pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal e autorizou a prorrogação da prisão temporária dos 10 presos na Operação Panatenaico por mais cinco dias. A decisão saiu no começo da noite desta sexta-feira (26/5).
Com isso, os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) e outros sete presos, entre eles o dono da Via Engenharia, empresário Fernando Queiroz, permanecerão presos.
Segundo o MPF, a prorrogação é indispensável para a investigação. Os procuradores alegam que ainda não receberam comprovação do bloqueio de contas e bens no valor de R$ 155 milhões dos envolvidos. 

A manifestação do MPF é decorrência do pedido da revogação da prisão feito por alguns dos advogados dos presos.
Já a Polícia Federal avaliou que, após análise prévia das apreensões e depoimentos tomados, existem os pressupostos necessários à prorrogação das medidas. Nesta quinta (25), a delegada que chefia a operação, Fernanda Costa de Oliveira, disse ao Metrópoles que a análise precisa ser “muito criteriosa” para não dar margem a qualquer tipo de questionamento, nem técnico nem jurídico.
A expectativa das defesas dos suspeitos de superfaturar as obras do Estádio Mané Garrincha e cobrar propina das empreiteiras era de que eles pudessem ser soltos neste fim de semana. Porém, a estada dos presos pode ser ampliada até quinta-feira (1/6).
O advogado de Arruda, Paulo Emílio Catta Preta, informou que respeita a decisão, “muito embora não concorde com a sua necessidade. De outro lado, o pedido de prorrogação das investigações é sintomático da inexistência de provas, ao menos quanto à suposta participação de Arruda nas irregularidades apuradas.”
A defesa do ex-governador Agnelo Queiroz informou que não vai se pronunciar no momento, pois analisa os fundamentos da decisão e as manifestações da delegada e do MPF. Os outros advogados não haviam se pronunciado sobre a decisão do juiz até esta publicação.
Direcionamento e propina
Conforme relatos feitos nas delações premiadas e acordos de leniência da Andrade Gutierrez, as tratativas de direcionamento da licitação para a reforma do Mané Garrincha começaram em 2008, um ano antes do processo de seleção das empreiteiras. Três diretores da empresa afirmaram que, já naquele momento, ficou acertado o repasse de 1% do valor total da obra para os agentes políticos.

De acordo com o MPF, foi constituído um cartel entre várias empreiteiras para fraudar a licitação e assegurar, de forma antecipada, que os serviços e as obras fossem executadas por consórcio constituído pela Andrade Gutierrez e Via Engenharia. Como contrapartida, os vencedores pagaram propina a agentes políticos e públicos, que estão entre os alvos da operação.
A reconstrução do antigo Mané Garrincha foi estimada inicialmente em R$ 690 milhões, mas acabou custando cerca de R$ 1,5 bilhão, o que fez com que o estádio se tornasse o mais caro entre os 12 que receberam os jogos da Copa do Mundo de 2014. O dinheiro saiu dos cofres da Terracap, empresa pública do Governo do Distrito Federal, cujo capital é constituído da seguinte forma: 51% do GDF e 49% da União.
O caso começou a ser investigado em setembro de 2016, a partir de depoimentos de três executivos da Andrade Gutierrez, em colaboração premiada firmada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). As informações de que houve fraude na licitação foram confirmadas por diretores da Odebrecht. Eles garantiram — também em delação — que, em decorrência dessa combinação prévia, a empresa participou da licitação apresentando um valor superior ao oferecido pela Andrade Gutierrez. Em contrapartida, teve o “favor” retribuído durante a licitação para as obras da Arena Pernambuco.
MPF e PF citam, além dos depoimentos, perícia técnica e levantamento do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que também constataram fraude na licitação. Em laudo, peritos da Polícia Federal listaram seis irregularidades no edital do certame, concluindo que houve “notório direcionamento” do processo. Já a Corte de Contas apontou um sobrepreço de R$ 430 milhões, em valores de 2010, montante que, corrigido pela taxa Selic (básica de juros), alcança hoje R$ 900 milhões.
Embora os recursos que custearam a reforma tenham saído da Terracap, a responsabilidade pela realização do processo de seleção das empresas foi conduzido pela Novacap.

Fonte: Metrópoles

PF encontra em apartamento de Aécio comprovantes identificados como ‘cx 2’

A Polícia Federal apreendeu no apartamento de Aécio Neves, na Avenida Vieira Souto, no Rio, “diversos documentos acondicionados em saco plástico transparente, dentre eles um papel azul com senhas, diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição 'cx 2'".
Também foi apreendido um aparelho bloqueador de sinal telefônico, um celular e um pen drive. 
As informações estão em relatório enviado ao STF.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Lula caiu na fogueira

 
Por Felipe Moura Brasil

Gravação é a única prova admitida pelo PT – de preferência, quando não são dos petistas as vozes na gravação. Todas as outras provas, que exigem leitura de documentos, são dadas como inexistentes, pois petista não lê.

A denúncia contra Lula no caso do tríplex no Guarujá tinha 149 páginas. A denúncia contra Lula no caso do sítio de Atibaia tem 168 páginas. Só essas duas, das seis denúncias contra Lula, somam, portanto, 317 páginas. É muita página para petista ler – muito mais para entender e mais ainda para assumir que entendeu.

“Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler”, disse Lula em programa de TV em 1981, acrescentando que estava com um livro há três meses e tinha lido 300 páginas.

Naquele suposto ritmo, Lula teria levado pouco mais de três meses para ler as denúncias do tríplex e do sítio – e talvez tivesse batido um recorde digno de registro no ‘Guiness Book’ do Partido dos Trabalhadores que não trabalham nem leem.

Como ficou claro após a divulgação das conversas comprometedoras de Joesley Batista com Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB), e das imagens do assessor do presidente com uma mala de dinheiro e da irmã do senador presa, petistas preferem áudios, fotos, galerias e memes. Livro, só se for para colorir – e de vermelho, claro.

Infelizmente para Lula, a denúncia sobre o sítio (fartamente usufruído por ele) é tão arrasadora que até se entende melhor, como antecipamos em Reunião de Pauta, por que seu advogado atuou para impedir a exploração do caso no interrogatório sobre o tríplex (que Lula não chegou a usufruir porque a imprensa o noticiou como dele já em 2010).

Claudia Suassuna, mulher de Jonas Suassuna, disse que “foi realizada a aquisição do sítio Santa Denise” pelo marido, “já sabendo que sua utilização seria de Lula”.

De quebra, “reconheceu que somente estiveram no local por duas oportunidades, em festas juninas organizadas pela família Lula” e “que em uma das ocasiões pernoitou em um hotel na cidade de Atibaia”.

Já o caseiro Maradona, em e-mails enviados ao Instituto Lula em 2014, informava que “morreu mais um pintinho essa noite e caiu dos (sic) gambá (sic) nas armadilhas”; e também que a “pirua (sic) esmagou os três pintinhos de pavão que estava (sic) com ela”.

É complicado refutar a acusação de que Odebrecht, OAS e Schahin reformaram o sítio como forma de pagar a Lula propinas do esquema de corrupção da Petrobras, se considerarmos – além das confissões de executivos das empreiteiras e dos registros das obras – que o proprietário formal do imóvel só frequentava o arraiá dos Lulas, e o caseiro se reportava diretamente ao comandante máximo para narrar o arraiá dos pintos.

Muito mais fácil é fingir que não existe tudo aquilo que petista não lê.

De tanto dançar quadrilha, Lula caiu na fogueira, mas ainda tenta enganar os “gambá”.

Fonte: O Antagonista

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Os tapas de Lula na cara da sociedade



Por Felipe Moura Brasil

Lula aparece com Léo Pinheiro em fotos no tríplex do Guarujá e no sítio de Atibaia – aparentemente, nesta última, imitando Carmen Miranda.

Se Lula tivesse apenas visitado o tríplex com Léo Pinheiro, com a perspectiva de usufruí-lo, já seria um tapa na cara da sociedade por três motivos básicos:

1) Léo Pinheiro é ex-presidente da empreiteira baiana OAS, que tinha contrato público com a Petrobras no governo do PT.

2) A OAS integrava o cartel que fraudava licitações da maior estatal brasileira e pagava propina a agentes públicos e políticos, inclusive ao próprio PT.

3) Léo Pinheiro não é um simples corretor de imóveis querendo convencer um cliente a comprar um apartamento, como Lula tentou retratá-lo ao ser interrogado pelo juiz Sérgio Moro, mas, sim, o ex-presidente da empreiteira, o que também indica privilégio de Lula no tratamento recebido.

Se Lula tivesse apenas se reunido com Léo Pinheiro no sítio para tratar de reforma no imóvel, já seria, também, um tapa na cara da sociedade por todos os motivos anteriores.

Se Lula tivesse apenas discutido com Léo Pinheiro e o arquiteto da OAS Paulo Gordilho, em seu apartamento em São Bernardo do Campo, a cozinha do sítio de Atibaia, como Lula admitiu no interrogatório, já seria... o mesmo.

O Antagonista, no entanto, repete: João Vaccari Neto, ex-tesoureiro preso do PT, disse a Léo Pinheiro que o tríplex e a reforma no sítio poderiam ser debitados da propina que a OAS pagava ao partido, segundo o empreiteiro.

“Usei valores de pagamento de propinas para poder fazer encontro de contas”, contou Léo Pinheiro. “Em vez de pagar X, paguei X menos despesas que entraram no encontro de contas. Só isso. Houve apenas o não pagamento do que era devido de propina.”

De quebra, a cozinha do sítio é da mesma marca da do tríplex, como revelou O Antagonista, e ambas foram compradas pela OAS, o que praticamente caracteriza a aceitação de favores indevidos de uma fornecedora do Estado.

“Bebemos eu e ele uma garrafa de cachaça da boa Havana mineira e umas 15 cervejas”, relatou ainda Paulo Gordilho em mensagem sobre outro encontro em Atibaia, registrado em foto na qual Lula aparece tomando pinga.

Mensagens, aliás, sobre os dois centros de custos que seriam criados na OAS para “sítio” e “praia” trazem referência a Lula como “Zeca Pagodinho”.

O tapa na cara da sociedade não podia ser mais completo: Lula Pagodinho Miranda bebeu do petrolão e revelou ao mundo o que é que a baiana tem.

Fonte: O Antagonista, imagem Rede Globo

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O corrupto covarde: Lula recorre ao STJ para barrar depoimento a Moro

Defesa do petista tenta paralisar ação em que Lula é acusação de crimes no caso triplex e, consequentemente, depoimento a Moro. Intenção é evitar que a inevitável condenação do petista atrapalhe sua candidatura a Presidência em 2018. A estratégia para fugir da cadeia é ser eleito Presidente da República e transformar o país numa ditadura chavista.


Depois de não conseguir adiar, via Tribunal Regional Federal da 4ª Federal, o depoimento que prestará nesta quarta-feira ao juiz Sergio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu, na noite desta terça-feira, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, para evitar ficar frente a frente com o juiz da Lava-Jato em Curitiba.

O habeas corpus foi distribuído ao ministro Felix Fischer, presidente da 5ª Turma e relator dos processos relacionados a pedidos de investigados no escândalo do petrolão. A decisão do STJ sobre se Lula deve ou não prestar o depoimento sobre o caso triplex deve ser oficializada na manhã desta quarta-feira.

Instituto Lula

Em outro revés para Lula nesta terça-feira, o juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou a suspensão das atividades do Instituto Lula. A medida foi tomada na ação penal em que o ex-presidente é acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava-Jato. O juiz tomou a medida cautelar porque entendeu que a entidade foi usada para a “perpetração de vários ilícitos criminais”.

Com informações e fonte parcial da Veja

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Lula roubou o meu inconsciente e talvez o seu

 
Por Mario Sabino
Há doze anos o meu destino está entrelaçado ao do PT. Não por vontade minha, mas porque os bucaneiros petistas me colocaram na linha de tiro como o principal responsável pela linha editorial da antiga revista Veja. Acho que, naquele momento, contribuí com essa impressão — falsa — ao editar uma reportagem que, na versão original, dizia que José Dirceu, então em queda livre por causa de Waldomiro Diniz, se recuperaria. O repórter havia ouvido principalmente amigos de Dirceu, não sei se a mando do então chefe da sucursal. Como era uma distorção da realidade, reapurei a história e saiu o contrário. Depois de Dirceu, veio o mensalão e, claro, Lula. Desde então o meu dia a dia se resume a atirar para sobreviver.

Sobreviverei? Sobreviveremos a Lula, ao PT, a essa destruição institucional que homem e partido continuam a perpetrar? Oscilo entre o sim e o não, muitas vezes no intervalo de poucos minutos. A minha única certeza é que eu gostaria que Lula e PT se tornassem logo passado, para que eu pudesse desprezá-los enquanto a minha velhice não se manifesta na sua inteireza.

As pessoas riem quando digo que, além de roubar o país e o meu cotidiano, ambos roubaram o meu inconsciente. Mas é verdade e natural que seja assim. Lula e o PT aparecem nos meus sonhos e nos meus lapsos, substituindo os conteúdos que habitam esse oceano subterrâneo do qual podem emergir significados para a minha existência e, quem sabe, algum material criativo para os livros de ficção que, infelizmente apenas para mim, passaram a ser improváveis. O meu inconsciente virou um pré-sal com sondas superfaturadas que extraem planilhas de propina, delações premiadas e golpes contra a Justiça. Cheguei a sonhar que era ministro do STF. Da Segunda Turma, mais precisamente. No meu sonho, era bem esquisito ser ministro da Segunda Turma.

Ao falar de mim, tento falar de você. Há quanto tempo você perde tempo se preocupando com Lula e o PT? E eu nem estou me referindo às aflições econômicas que causaram. Talvez eles também tenham roubado o seu inconsciente, como ocorre comigo. Na minha opinião, o roubo do dia a dia e do inconsciente é tão danoso quanto o do petrolão. Ainda vamos rir disso tudo? Oscilo entre o sim e o não, muitas vezes no intervalo de poucos minutos.
Fonte: O Antagonista

terça-feira, 2 de maio de 2017

Dirceu pode menosprezar a Justiça brasileira


O procurador Roberto Pozzobon disse o seguinte sobre José Dirceu:

"A impunidade no país é tamanha que, no Mensalão, o ex-ministro-chefe da Casa Civil acreditava que sua responsabilização criminal por corrupção seria como um raio que não poderia cair duas vezes em seu quintal. Somente assim se explica a atitude de José Dirceu, que, mesmo após ter perdido seu cargo, mesmo durante e após o seu julgamento pelo Supremo, mesmo após o cumprimento de sua prisão por determinação da mais alta corte do País e a deflagração da operação Lava Jato, persistiu recebendo propinas milionárias. O tempo dos crimes objeto da presente denúncia atesta o total menosprezo de José Dirceu à autoridade da Justiça brasileira.”

Ao que tudo indica, José Dirceu pode continuar menosprezando a autoridade da Justiça brasileira.
Fonte: O Antagonista

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Táxi e Uber ganham um novo concorrente em Brasília


Um novo aplicativo de transporte particular chegou a Brasília. A Yet Go é semelhante ao Uber e promete uma série de vantagens em relação aos concorrentes, como preços até 40% menores, o que deverá acirrar ainda mais a disputa no mercado. O valor por quilômetro rodado é fixo, não sendo cobrada tarifa dinâmica e nem taxa de cancelamento por desistência da corrida.

De acordo com o sócio-fundador e diretor de operações da plataforma, Alberto Souza, o aplicativo começou bem na capital. “Brasília nos surpreendeu positivamente. Em apenas uma semana, tivemos mais de 500 motoristas cadastrados”, conta. “Viemos para somar e não para criar inimizades com taxistas. Pelo contrário! Eles também podem baixar o aplicativo e trabalhar conosco, aumentando, assim, os seus salários”, conclui Alberto.
Para atrair a clientela, a empresa oferece promoções e não trabalha com tarifa dinâmica. “Os usuários podem pagar tanto em cartão quanto em dinheiro e não é necessário informar o número do cartão para se cadastrar no aplicativo”, relata o executivo.

O aplicativo foi lançado em Belém (PA), em novembro de 2016, e está disponível para download para Android e Apple Store. A Yet Go já está disponível em São Paulo, São Luiz, Fortaleza, Alagoas, Curitiba, Rio Grande do Sul, Belém e Santa Catarina.
Em outras cidades brasileiras, o aplicativo lançou o Yet10, que são corridas a R$ 10 reais para qualquer lugar dentro do município.

Valores

Segundo Alberto, a empresa já conta com mais de 500 motoristas no DF, e as tarifas cobradas para cada quilometro percorrido é de R$ 1,70 para carro comum e R$ 2,00 para carros de luxo.

“Comparando a bandeira 1 do táxi comum, ao utilizar o serviço pelo aplicativo, os usuários têm economia de até 40%. Com relação a táxi de aeroporto, o aplicativo fica entre 50% e 70% mais barato dependendo da cidade”, comenta Alberto.

Taxistas não aprovam o aplicativo

Com o lançamento de outro aplicativo que promove a mobilidade urbana no mercado, quem trabalha dia-a-dia como taxista não aprova a nova prática. Para Marcos Antônio, 29 anos, o aplicativo veio para atrapalhar o seu serviço. “Hoje em dia, o cliente procura o menor preço e isso prejudica, pois ele está procurando o mais acessível. Já tivemos uma redução de 70% em relação ao Uber e, agora, com o Yet Go a redução será ainda maior”, lamenta.

Até esta publicação, o Uber não havia se pronunciado.

Fonte: Jornal de Brasília

O tamanho real da esquerda


Por Mario Sabino
O primeiro turno da eleição presidencial na França mostrou o tamanho real da esquerda no país que americanos, ingleses e brasileiros consideram o mais esquerdista da Europa. No total, os partidos da gauche somaram apenas 28% dos votos.

É o tamanho real porque, depois de cinco anos desastrosos de governo socialista, só votou na esquerda quem, de fato, acredita profundamente na sua ideologia. Tanto é que a agremiação esquerdista que chegou a quase 20% dos votos foi a do radical Jean-Luc Mélenchon, um sujeito que acha o bolivarianismo uma conquista do balocobaco. Ou seja, os seus eleitores creem que o socialista François Hollande foi uma calamidade por não ter sido esquerdista o suficiente.

Uma pesquisa mostrou que 22% dos franceses se consideram de esquerda. Mas, como 28% votaram em partidos da gauche em meio ao naufrágio socialista, é este número que deve ser levado em conta. E o que melhor espelha o que ocorre em boa parte do Ocidente, no qual tomo a liberdade de incluir o Brasil.

A imagem no espelho francês: de 25% a 30% do eleitorado é irremediavelmente esquerdista. Se você duvida, pegue o exemplo da eleição municipal em São Paulo, cidade que sofreu durante quatro anos nas mãos do PT. Se considerarmos que pelo menos metade dos votos de Marta Suplicy foi de esquerdistas, perfazem 25% os paulistanos que não votaram no capitalista João Doria por convicção ideológica.

Você pode achar que essa quantidade de esquerdistas renitentes é enorme. De fato, é espantoso verificar que tanta gente ainda acredita num fantasma político que falhou de modo miserável nas suas diversas encarnações em 170 anos de história. No entanto, dado o grau de doutrinação socialista que vigora nas escolas e universidades, para não falar da manipulação permanente dos desvalidos por sindicatos, partidos e “movimentos sociais", é também admirável que a quantidade de eleitores completamente iludidos seja minoritária.

É claro que é preciso lutar para que a doutrinação e a manipulação sejam abolidas. Na minha opinião, o marxismo poderia ser estudado como o feudalismo, sem o legado deste último. Na minha opinião, sindicatos, partidos e “movimentos sociais” não poderiam receber o nosso dinheiro. O esforço imediato, contudo, deveria ser para evitar que o eleitorado flutuante, sem ideologia definida, caia outra vez na esparrela de votar em socialistas por razões oportunistas. Em especial, quando socialistas assinam cartas de apoio ao capitalismo escritas por empreiteiros bandidos.

Vive la France. Vive le Brésil.
Fonte:  O Antagonista

domingo, 23 de abril de 2017

Lula, o sócio majoritário de tudo isto que está aí


Em sua coluna no Estadão, Vera Magalhães resume a trajetória de Lula. Leia:
“As últimas e estarrecedoras revelações do submundo da empreiteirocracia instituída no Brasil por Luiz Inácio Lula da Silva e mantida sob Dilma Rousseff não deixam dúvida: Lula não era apenas beneficiário, mas sócio majoritário e idealizador do esquema que pilhou a Petrobrás, o BNDES, o setor elétrico, a Receita Federal e sabe-se lá mais quantos pedaços do Estado.
Mais: Lula se tornou sócio dos empreiteiros não só depois de instalado no Palácio do Planalto. As negociatas começaram bem antes, quando o sindicalista ainda começava a angariar a fama que viria a ter.
(...)
Todos têm de ser punidos e seus beneficiários de diferentes partidos, de tucanos a comunistas, passando pelos peemedebistas de sempre, merecem a aposentadoria compulsória da política e a pena da lei.
Mas que não reste dúvida: o verdadeiro sócio do esquema criminoso que colocou em xeque a ainda incipiente democracia brasileira atende pela alcunha de Lula, e sua máscara caiu indubitavelmente diante dos olhos da Nação. Quem ainda não enxergou é porque não quer mesmo ver.”

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Em defesa do Brahma

O Antagonista está arrecadando fundos para erguer um monumento em homenagem a Cristiano Zanin, o advogado de Lula.


Seu empenho em mandar para a cadeia o comandante máximo da ORCRIM tem de ser reconhecido.
Merval Pereira, muito oportunamente, dedicou-lhe uma coluna em O Globo:
Lula é o verdadeiro dono do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia. E mandou o dirigente da empreiteira OAS Léo Pinheiro destruir qualquer tipo de documento que evidenciasse o pagamento do tríplex pelo então tesoureiro do PT João Vaccari, que, segundo Pinheiro, foi feito com propina resultante de obras da Petrobras.
O segredo de Polichinelo chegou ao fim com os depoimentos do ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro e as delações dos executivos da Odebrecht. E Cristiano Zanin, o advogado do ex-presidente, ajudou a esclarecer as coisas com suas perguntas pretensamente ardilosas.
A certa altura, perguntou se Lula havia deixado algum objeto pessoal no tríplex, querendo provocar uma negativa que demonstraria que não seria o dono. Mas no sítio de Atibaia, há objetos pessoais de sobra para provar a propriedade. No Guarujá, não havia nada porque o tríplex estava em obras, esclareceu Léo Pinheiro.
Em outro momento, como o ex-executivo da OAS insistia que Lula era o proprietário do imóvel, o advogado perguntou: “O sr. entende que deu a propriedade do apartamento para o presidente?”, indagou Cristiano Zanin. Léo Pinheiro foi enfático: “Eu não dei nada. O apartamento era do presidente Lula. Desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop, já foi me dito que era do presidente Lula e sua família, e que eu não comercializasse e tratasse aquilo como propriedade do presidente”, afirmou.
Zanin ainda perguntou se Lula havia conversado com ele sobre o pagamento das obras, e Pinheiro foi didático: nunca conversou com Lula sobre o assunto, mas sim com João Vaccari, o tesoureiro do PT. E ele, depois de conversar com Lula, disse que o custo poderia ser descontado da conta do PT: “Usei valores de pagamento de propinas para poder fazer encontro de contas. Em vez de pagar X, paguei X menos despesas que entraram no encontro de contas. Só isso. Houve apenas o não pagamento do que era devido de propina.”
O advogado de Lula tentou uma última cartada, que acabou comprometendo seu cliente mais ainda. Denunciou ao juiz Sérgio Moro um suposto crime de ação pública cometido pela empreiteira OAS, que relacionou entre seus ativos o tríplex do edifício Solaris. Segundo Zanin, se o apartamento é de Lula, a empreiteira cometeu um crime ao dizer-se dona do apartamento.
O juiz Sérgio Moro retrucou, dizendo que o advogado deveria perguntar a seu cliente (Lula): “Ele diz que o apartamento não é dele...”.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Lula perde ação contra Delcídio

Lula perdeu ação indenizatória que moveu contra Delcídio do Amaral pela acusação de tentar evitar a delação de Néstor Cerveró.
 
O ex-senador petista contou em colaboração premiada que o ex-presidente foi o mentor do esquema para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras.

Ao julgar improcedente o pedido de Lula, o juiz o condenou a pagar R$ 225 mil em honorários mais custas e despesas processuais. Confira os principais trechos da sentença abaixo:


...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Prédios símbolo de Brasília têm operários que morreram concretados durante a construção da capital, diz pesquisador

Livro revela que acidentes e mortes durante o trabalho eram constantes na época


Quem passa pela Esplanada dos Ministérios hoje não imagina que em colunas de concreto que sustetam os prédios há operários que morreram durante a construção concretados.

Esta é uma das histórias contadas no livro 1.001 coisas que aconteceram em Brasília e você não sabia, de Hélio Queiroz. Após três anos de pesquisa e mais de 2.000 horas em gravações de entrevistas catalogadas, o jornalista constatou que a Esplanada dos Ministérios registrava uma média de três acidentes de trabalho por dia. Sem poder parar a obra ou por risco na retirada, os corpos eram deixados no local, um velório simbólico acontecia e a obra continuava com mais concreto em cima dos corpos. 

No livro consta que, tanto nos ministérios quanto no Congresso Nacional, em razão da altura, as vítimas eram geralmente fatais. Quando os enterros não aconteciam no próprio canteiro de obras as vítimas eram levadas ao Lago Paranoá, já que ainda não havia cemitérios na capital.

Entre os acidentes, a publicação destaca a história de operários que se desequilibraram e caíram dentro da coluna de concreto, no prédio de um dos ministérios e na barragem do Lago Paranoá. Em ambos os casos, seja por falta de autoridade do mestre de obras ou para evitar novos acidentes, a concretagem continuou de modo que o corpo da vítima ficou enterrado dentro das colunas, segundo o presidente do Clube dos Pioneiros, Roosevelt Beltrão.

— Não dava pra abrir as colunas depois do que aconteceu, para evitar um desastre maior e também para não ter prejuízos à obra. Também não dava para parar os trabalhos, porque as obras eram feitas a galope, porque o presidente (Juscelino Kubitschek) tinha uma meta de entregar a capital no dia 21 de abril de 1960, e conseguiu.

Outro local em Brasília com operários soterrados em meio à obra foi o auditório Dois Candangos da UnB (Universidade de Brasília), inaugurado em 1962, como lembra o arquiteto especialista na história da capital, Antônio Carlos Carpinteiro.

— Reza a lenda que o auditório Dois Candangos da UnB tem esse nome porque dois candangos morreram na concretagem da obra. Acidentes de obra devem ter acontecido muitos na época, porque as leis eram muito frouxas, e no meio do mato, sem fiscalização, distante da delegacia que ficava em Goiânia, praticamente ao Deus dará.

Além da pressa para inaugurar a nova capital federal e da fiscalização falha, o principal motivo causador de acidentes era o alcoolismo dos operários, segundo Queiroz.

—Os peões trabalhavam em cavaletes, ficavam em elevadores de madeira sem nenhuma proteção. A principal causa de acidentes era o alcoolismo, pois haviam barraquinhas de cachaça ao lado das construções, daí os operários trabalhavam bêbados e caíam dos andaimes. O número de acidentes era grande, mas na época não podia divulgar, porque tinham que passar imagem positiva para o mundo.

Para escrever 1.001 coisas que aconteceram em Brasília e você não sabia, Queiroz contou com uma equipe com repórteres e bibliotecários, que fizeram entrevistas com mais de 150 pioneiros. Além disso, eles também pesquisaram documentos em locais como os arquivos públicos do DF e Nacional, a biblioteca da UnB e o Instituto Histórico do DF.

O lançamento do livro, em 2014, contou com o apoio da editora do Senac-DF (Serviço Nacional de Aprendizagem no Distrito Federal).

Fonte: Rodrigo Vasconcelos, do R7

terça-feira, 18 de abril de 2017

Lula arrola 87 testemunhas, Moro dá o troco


Lula arrolou 87 testemunhas na ação penal sobre a compra do terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula. O imóvel foi comprado pela Odebrecht a pedido de Paulo Okamotto, segundo Marcelo Odebrecht.
Moro decidiu ouvir as 87 testemunhas, mesmo considerando o número "exagerado", mas exigiu a presença de Lula em todas.
"Será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria Defesa, a fim de prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por provas emprestadas."

O Brasil é campeão mundial de sindicatos

O imposto sindical obrigatório tem de acabar.
Rogério Marinho, relator da reforma trabalhista, diz que "o Brasil é campeão mundial de sindicatos".
Ele está certíssimo.
Veja os números:

Se Lula for candidato em 2018, a única saída será o aeroporto


Por Mario Sabino / O Antagonista

Quando petistas disseram que, sem Lula na disputa, a eleiçãpresidencial de 2018 será “ilegítima”, ficou claro para mim que eles projetam três lances à frente no jogo político-policial. Oprimeiro lance está desenhado: o comandante máximo será condenado na primeira instância, por Sérgio Moro, até o final deste semestre, no processo do triplex do Guarujá. Léo Pinheiro, da OAS, contribuirá para tanto. O segundo lance será, naturalmente, recorrer ao tribunal revisor das decisões de Curitiba, o TRF4, em Porto Alegre. Como é altamente improvável que Lula seja absolvido nessa segunda instância, dada a abundância de provas contra ele e o rigor exemplar dos seus desembargadores, a confirmação da condenação ocorrerá até dezembro ou, no máximo, o início do ano que vem. Restará oterceiro lance no STF.

Quando falam em ilegitimidade de uma eleição presidencial sem Lula, os petistas já apelam ao Supremo, um tribunal que costuma ser, digamos, sensível a argumentos aparentemente políticos. Mas a verdade é que ficou difícil para os ministros do STF aceitarem essa falácia petista, mesmo que desse para desprezar tudo de concreto que atesta a culpa do comandante máximo. Até omomento, se não perdi a conta, Lula é réu em outros quatro processos — e pode ser condenado em primeira instância num deles mais cedo do que se imagina. Além disso, com as delações da Odebrecht, ele passará a ser investigado diretamente em mais seis inquéritos, para não falar dos demais nos quais o seu nome surge com força. É impossível Lula não virar réu em pelo menos um dos processos a serem abertos.

Há uma decisão recente do Supremo que torna absurdo colocar Lula na disputa pelo Planalto. Em dezembro último, o tribunal manteve Renan Calheiros na presidência do Senado, mas, por ser réu, o tirou da linha sucessória da Presidência da República. Ou seja, ainda que adie para depois da eleição presidencial ojulgamento de recurso em ação penal que tenha condenado Lula, seria no mínimo ilógico permitir que um réu entrasse na corrida eleitoral para a mesma função.

Os mais céticos dirão que nada do que escrevi acima importa. OSTF vai ignorar sua jurisprudência e também absolver rapidamente Lula em todos os processos que porventura chegarem ao tribunal, a fim de que ele possa concorrer ao Planalto -- e, se for vitorioso, ganhar foro privilegiado e suspender o jogo. Bem, diante dessa esculhambação, com o perdão do clichê, só restaria a saída do aeroporto aos cidadãos que ainda puderem pagar uma passagem para o exterior.