quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Comissão do Senado aprova limite no juro do cartão de crédito

Proposta define um teto para o juro do cartão de crédito ao equivalente ao dobro do CDI, próxima à Selic

Cartões de crédito: caso a proposta já estivesse em vigor, o limite da taxa cobrada pelos bancos no chamado rotativo seria equivalente a 28 por cento ao ano (Marcos Santos/USP Imagens)

São Paulo – A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira um projeto que define um teto para o juro do cartão de crédito ao equivalente ao dobro do CDI, próxima à Selic, hoje em 14 por cento ao ano.
Ou seja, caso a proposta já estivesse em vigor, o limite da taxa cobrada pelos bancos no chamado rotativo, quando o cliente financia parte da fatura, seria equivalente a cerca de 28 por cento ao ano.
O senador Ivo Cassol (PP-RO), autor do projeto, disse que os juros abusivos exigem limites regulatórios. Com a aprovação na CAE, o projeto seguirá para votação em plenário.
Na semana passada, o Banco Central informou que o juro médio do rotativo do cartão de crédito em outubro ficou em 475,8 por cento ao ano. Nos Estados Unidos a taxa ANUAL média é de 11,35 por cento ao ano, menos do que a taxa média MENSAL do Brasil, que chega a astronômicos 14,78%.
Mesmo o crédito com desconto em folha de pagamento, o consignado, teve taxa média de 29,5 por cento em outubro, acima do nível proposto pelo projeto aprovado pela CAE.
Consultada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não se manifestou de imediato. Um porta-voz da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs) não foi encontrado para comentar.
O Brasil é o país com o maior juros cobrado dos consumidores no planeta. O brasileiro é o consumidor mais trouxa do mundo, pois acredita que ainda tem direitos, via Código de Defesa do Consumidor. Já as financeiras e os bancos brasileiros são verdadeiros agiotas legalizados, cobrando muito mais que os famosos "sharks" (agiotas) americanos que extorquem quase 5% ao mês dos endividados. Aqui no Brasil a taxa "média" do cheque especial é de 13% ao mês! E isso tudo com aval do governo e do Banco Central do Brasil.
Os bancos são um dos maiores financiadores das campanhas políticas, assim como as empreiteiras citadas na Lava-Jato. Urge fazer uma devassa na caixa preta dos bancos brasileiros, com uma investigação minuciosa por parte do MPF, inclusive sobre o Banco Central, que "arbitra" a taxa SELIC. Não é a toa que o atual ministro da fazenda é um banqueiro.

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