sábado, 29 de outubro de 2016

CONEXÃO URUGUAI: REPORTAGEM-BOMBA DE "ISTOÉ" REVELA QUE LAVA JATO INVESTIGA SE MANSÃO EM PUNTA DEL ESTE PERTENCE A LULA.


A revista IstoÉ, que chega às bancas neste sábado quebra  a frieza da grande mídia com uma reportagem-bomba que tem como principal envolvido o ex-presidente Lula. Desta feita, a revista traz revelações de investigação da Operação Lava Jato que já ultrapassa as fronteiras e chega ao Uruguai, onde o ex-presidente seria o proprietário de uma mansão no sofisticado balneário de Punta Del Leste. O imóvel teria entrado para o ‘patrimônio’ de Lula da mesma forma que teriam entrado o sítio de Atibaia e o triplex do Guaruja: troca de favores, benesses e tráfico de influência, segundo a revista IstoÉ. 
Faço a transcrição da parte inicial da reportagem com link para leitura completa ao final. Leiam:
As investigações sobre o patrimônio oculto do ex-presidente Lula ultrapassaram as fronteiras do Brasil. Depois de identificarem ligações do ex-presidente com imóveis suspeitos em solo nacional, como o tríplex no Guarujá, o sítio em Atibaia e uma cobertura em São Bernardo do Campo, procuradores do Ministério Público Federal (MPF), integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, apuram se uma mansão em Punta Del Este, no Uruguai, pertence a Lula. A investigação foi iniciada em agosto. O esquema seria semelhante ao adotado pelo petista para as outras propriedades utilizadas por ele no Brasil. No modus operandi tradicional, os imóveis ficam registrados em nome de empresários amigos. Em troca de benesses e tráfico de influência no governo ou fora do País, Lula se transforma no dono real desses imóveis, com poder para deles usufruir quando bem entender, determinar quem entra e sai e até mesmo promover caríssimas reformas, mesmo que oficialmente as propriedades não figurem em seu nome. O que ISTOÉ revela agora é que essa prática se repetiria no Uruguai. Neste caso, a mansão – segundo colaboradores do Ministério Público Federal que estiveram em Punta Del Este – pertenceria a uma offshore ligada ao empresário Alexandre Grendene Bertelle, um dos donos da indústria de calçados Grendene e que, no Uruguai, é proprietário de um sem-número de casarões – entre os quais uma suntuosa casa na rua paralela à do imóvel suspeito de ter ligações com Lula – e sócio de empreendimentos bem-sucedidos como o Hotel e Cassino Conrad.
Esta seria a mansão de Lula no sofisticado balenário de Punta Del Este, no Uruguai. Clique sobre a imagem para vê-la ampliada e ler a legenda.
A casa que motiva a investigação da Lava Jato possui um terreno de 7,5 mil metros quadrados e fica localizada na Calle Timbó, conhecida por Villa Regina, com valor estimado em US$ 2 milhões, segundo corretores locais. A mansão adota o estilo de chalé suíço, com uma escadaria de acesso à residência. O que mais chama a atenção é a grande área verde da propriedade, que cerca toda a edificação. A reportagem de ISTOÉ esteve no local na última quarta-feira 26. A mansão está vazia. Outras moradias da região, reduto de endinheirados da América Latina que escolhem o local para passar temporadas de veraneio, são ocupadas apenas por caseiros.
As informações sobre a possível propriedade de Lula no país vizinho foram transmitidas ao MPF por um conhecido colaborador. Ele fora responsável pelas denúncias que levaram à deflagração da Operação Lava Jato. Daí a sua confiabilidade. No mesmo dia em que entregou documentos à Lava Jato, esse delator narrou que vários ônibus de excursão, responsáveis por conduzir comitivas de brasileiros pela paradisíaca Punta Del Este, passam defronte a casa de Calle Timbó e dizem, sem pestanejar, que a propriedade pertence a Lula. Em duas dessas visitas monitoradas, os turistas brasileiros demonstraram revolta ao receberem a informação. Um deles chegou a fotografar a casa de dentro do ônibus. Na última semana, o procurador destacado para investigar o caso disse à ISTOÉ que se encontra na fase de coleta de provas. Ele não descarta a possibilidade de pedir a colaboração do governo uruguaio. Na Procuradoria da República, a investigação está sendo tratada com total discrição. A avaliação é de que, se no Brasil já é difícil caracterizar a ocultação de patrimônio quando ele figura em nome de terceiros, em Punta del Este, no Uruguai, torna-se ainda mais complicado puxar o fio desse intrincado novelo. Haja vista que lá os imóveis, em geral, ficam escondidos em offshores, dificultando o rastreamento. Procurada por ISTOÉ, a assessoria de Lula repetiu uma versão já conhecida. Disse que o ex-presidente não tem nenhuma casa ou conta no exterior e que todas as propriedades dele estão em São Bernardo do Campo e são devidamente declaradas.

ELES TOCAM DE OUVIDO: Lula ao lado de Pedro Grandene, irmão de Alexandre: guitarra de Lenny Kravitz doada ao Fome Zero rendeu investigação da Lava Jato sobre destino de recurso.

MAIS UM MECENAS?
Se o triplex do Guarujá está em nome da OAS de Léo Pinheiro, o sítio de Atibaia no de Fernando Bittar e Jonas Suassuna e a segunda cobertura de São Bernardo no de um primo do pecuarista José Carlos Bumlai, o mecenas de Lula na mansão de Punta Del Este seria o bilionário Alexandre Grendene. O empresário do ramo calçadista mantém relações com Lula – e com os políticos de um modo geral. Durante o governo do petista, Grendene obteve empréstimos subsidiados do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 3 bilhões. Esses empréstimos estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal de Novo Hamburgo (RS). Só para a compra da Vulcabrás, o BNDES emprestou R$ 314 milhões para a Grendene. Os irmãos Pedro e Alexandre Grendene participaram também em 2008 de um negócio para implantação de usinas de açúcar e álcool no valor de R$ 1,8 bilhão, com dinheiro do governo. Integraram a negociação, além dos Grendene, a Odebrecht, o empresário André Esteves (Banco Pactual) e o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo íntimo de Lula.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Não há motivos para prender o Lula!

Prender Lula só porque lavou dinheiro ocultando duas propriedades?

Só porque ganhou imóveis e reformas de empreiteiras às quais tinha favorecido?
Só porque recebeu propina fingindo que fez palestras que nunca deu?
Só porque fez o BNDES emprestar 8 bilhões para Odebrecht fazer obras sem concorrência em países bolivarianos?
Só porque comandou uma organização criminosa que quebrou a Petrobrás?
Só porque contratou sondas superfaturadas da Schahim para receber comissões e dinheiro sujo para a campanha?
Só porque mandou acobertar o assassinato do prefeito Celso Daniel pagando com dinheiro da comissão das sondas?
Só porque fez a Petrobras fornecer nafta à Braskem abaixo do valor de mercado por vários anos, causando prejuízo superior a 5 bilhões segundo o TCU?
Só porque saqueou os palácios ao ir embora, levando não só presentes de Estado como até a prataria da casa?
Só porque escolheu e elegeu uma presidente incompetente, despreparada, desequilibrada e burra, propositadamente, esperando com isso sucedê-la 4 anos depois?
Só porque a elegeu tapeando o povo numa campanha criminosamente mentirosa, irrigada com dinheiro roubado da Petrobras?
Só porque permitiu que sua quadrilha saqueasse os fundos de pensão de quase todas as Estatais, prejudicando as aposentadorias de centenas de milhares de petroleiros, carteiros, bancários?
Só porque permitiu que a Bancoop lesasse milhares de bancários para favorecer a OAS e ganhar um triplex no Guarujá?
Só porque deu aval político e dinheiro para que organizações criminosas como o MST invadissem e depredassem impunemente fazendas, centros de pesquisa e prédios públicos?
Só porque sistematicamente comprou apoio político através do Mensalão e Petrolão?
Só porque colocou um cupincha no Sesi Nacional, que transformou a instituição num cabide de empregos para os companheiros e parentes vagabundos?
Só porque ajudou o enriquecimento ilícito de seus filhos em troca do favorecimento de empresas de telefonia e outras?
Só porque vendeu medidas provisórias isentando montadoras de impostos em troca de comissões?
Só porque inchou o governo e as estatais com centenas de milhares de funcionários supérfluos, quebrando o Estado e provocando déficit público Record?
Só porque loteou mais de 30 mil cargos de confiança com seus apaniguados, dando o comando das estatais e autarquias para petistas incompetentes que mal sabem administrar suas vidas?
Só porque elegeu outro poste como prefeito da maior cidade do país, também com dinheiro roubado das estatais?
Só porque comprou milhões de votos com programas de esmola como o Bolsa Família?
Só porque criou o Bolsa Pescador, e deixou 3 milhões de falsos pescadores se inscreverem para receber a 
sua esmola compradora de votos?
Só porque criou o MONOPÓLIO DAS INDÚSTRIAS PETROQUÍMICAS no país?
Só porque aumentou nossa carga tributária de 33 para 40% do PIB?
Só porque aumentou nossa dívida pública para quase três trilhões de reais, tornando-a impagável?
Só porque favoreceu o sistema financeiro com taxas exorbitantes de juros, transferindo renda dos pobres para os ricos?
Só porque conseguiu fazer o Brasil torrar toda a bonança da maior onda de alta das comodities na década passada?
Só porque loteou todas as agências reguladoras fazendo-as inúteis na proteção dos cidadãos?
Só porque tentou aparelhar até o STF nomeando ministros comprometidos com a proteção à sua ORCRIM?
Só porque deixou a Bolívia expropriar a refinaria da Petrobras sem fazer nada?
Só porque humilhou nossas Forças Armadas nomeando ministros da Defesa comunistas e incompetentes?
Só porque favoreceu comercialmente ditaduras como as de Angola, Venezuela e outras?
Só porque esfriou relações e esnobou as maiores economias do mundo, direcionando nossas relações exteriores para países inexpressivos comercialmente, apenas no afã de ganhar prestígio e votos na ONU?
Só porque humilhou o Itamaraty orientando a política externa através de consiglieri mafiosos como Marco Aurélio Garcia?
Só porque nos envergonhou deixando nossas embaixadas e consulados sem dinheiro para pagar aluguéis?
Só porque comprou um aerolula da Airbus pelo triplo do que poderia ter comprado um Embraer e promovido nossa indústria aeronáutica?
Só porque descuidou dos programas de saúde pública através de ministros incompententes e desvio de verbas, permitindo a volta de doenças como a dengue e o zika?
Só porque aparelhou todas as universidades federais com reitores de esquerda, obtusos e incompetentes?
Só porque fez o Brasil ser motivo de chacota no mundo inteiro?
Só porque nos tirou o orgulho de sermos brasileiros?
Só por estes motivos?"

ORA. NÃO É JUSTO .

(Hélio Bicudo)

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Eduardo Cunha é preso em Brasília por decisão de Sérgio Moro

Deputado foi levado em avião da Polícia Federal para Curitiba.
Prisão é por tempo indeterminado e referente a processo por propina. 

O ex-deputado Eduardo Cunha embarca para Curitiba após ser preso pela PF (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi preso nesta quarta-feira (19), em Brasília. A prisão dele é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. A decisão foi do juiz Sérgio Moro no processo em que Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

O ex-deputado embarcou às 15h em um avião da Polícia Federal (PF) no aeroporto de Brasília com destino a Curitiba, onde ficará preso. O avião chegou ao aeroporto, na Região Metropolitana de Curitiba, às 16h45. De lá, Cunha seguiu para a superintendência da PF.

 No despacho que determinou a prisão, Moro diz que o poder de Cunha para obstruir a Lava Jato "não se esvaziou". O juiz havia autorizado a PF a entrar na casa de Cunha no Rio de Janeiro para prendê-lo. (leia a íntegra da decisão de Moro)

Moro é responsável pelas ações da operação Lava Jato na 1ª instância. Após Cunha perder o foro privilegiado com a cassação do mandato, ocorrida em setembro, o juiz retomou na quinta-feira (13) o processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta segunda (17), Moro havia intimado Cunha e dado 10 dias para que os advogados protocolassem defesa prévia.

Em nota divulgada por seus advogados, Cunha afimou que a decisão de Moro que resultou na prisão é "absurda" e "sem nenhuma motivação". (veja íntegra da nota abaixo)

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), em liberdade, Cunha representa risco à instrução do processo e à ordem pública. Além disso, os procuradores argumentaram que "há possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior" e da dupla cidadania. Cunha tem passaporte italiano e teria, segundo o MPF, patrimônio oculto de cerca de US$ 13 milhões que podem estar em contas no exterior.

Para embasar o pedido de prisão do ex-presidente da Câmara, a força-tarefa da Operação Lava Jato listou atitudes, que conforme os procuradores, foram adotadas por Cunha para atrapalhar as investigações.

Entre elas, a convocação pela CPI da Petrobras da advogada Beatriz Catta Preta, que atuou como defensora do lobista e colaborador da Lava Jato Julio Camargo, responsável pelo depoimento que acusou Cunha de ter recebido propina da Petrobras.

Atitudes de Cunha para atrapalhar a Lava Jato, segundo o MPF:
– Requerimentos no TCU e à Câmara sobre a empresa Mitsui para forçar o lobista Julio Camargo a pagar propina;
– Requerimentos contra o grupo Schahin, cujos acionistas se tratavam de inimigos pessoais do ex-deputado e do seu operador, Lucio Bolonha Funaro;
– Convocação pela CPI da Petrobras da advogada Beatriz Catta Preta, que atuou como defensora do lobista Julio Camargo, responsável pelo depoimento que acusou Cunha de ter recebido propina da Petrobras;
– Contratação da KROLL pela CPI da Petrobras para tentar tirar a credibilidade de colaboradores da Operação Lava Jato;
– Pedido de quebra de sigilo de parentes de Alberto Youssef, o primeiro colaborador a delatar Eduardo Cunha;
– Apresentação de projeto de lei que prevê que colaboradores não podem corrigir seus depoimentos, como fez o lobista Julio Camargo, ao delatar Eduardo Cunha (refere-se ao projeto de lei de autoria do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), um dos membros da tropa de choque que o ex-deputado federal Eduardo Cunha liderava);
– Demissão do servidor de informática da Câmara que forneceu provas que evidenciaram que os requerimentos para pressionar a empresa Mitsui foram elaborados por Cunha, e não pela então deputada “laranja” Solange Almeida;
– Suspeita do recebimento de vantagem indevida por emendas para bancos e empreiteiras;
– Manobras junto a aliados no Conselho de Ética para enterrar o processo que pede a cassação do deputado;
– Ameaças relatadas pelo ex-relator do Conselho de Ética, Fausto Pinato (PRB-SP);
– Relato de oferta de propina a Pinatto, ex-relator do processo de Cunha no Conselho de Ética.

Falso empréstimo
Um dos tópicos do pedido de prisão fala sobre um empréstimo que, segundo o MPF, teria sido fraudado entre Claudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, e Francisco Oliveira da Silva, presidente da Igreja Evangélica Cristo.
De acordo com os procuradores, Claudia Cruz declarou empréstimo de R$ 250 mil em 2008. Entretanto, a partir de quebra de sigilo bancários de ambos, não foram identificados relacionamento financeiro.

“Ao que tudo indica, Francisco Oliveira da Silva jamais emprestou dinheiro a Claudia Cruz, sendo lógico que a simulação do contrato de mútuo serviu apenas como uma fraude para dar lastro para o ingresso de recursos espúrios provenientes dos crimes praticados por Eduardo Cunha no patrimônio da investigada”.

Os procuradores mencionam ainda empresas, offshores e trusts em nome de Cunha no exterior. Para uma das offshores, o ex-presidente da Câmara declarou patrimônio maior do que o informado à Receita Federal.

“O patrimônio declarado do denunciado Eduardo Cunha para a instituição financeira é de US$ 16 milhões, bem acima dos valores declarados no Brasil, de pouco mais de R$ 1,5 milhão de reais, que aparece nas suas declarações de imposto de renda”, diz o MPF.

A partir das informações prestadas por Cunha às instituições financeiras, o MPF afirma que Cunha era “beneficial owner” – a pessoa que contribui para ou exercita controle sobre a conta. “Diversos documentos demonstram que Eduardo Cunha é o beneficiário efetivo e final (beneficial owner) de todos os ativos depositados na contra Triumph”.

Segundo os procuradores, o casamento de Danielle Ditz da Cunha – filha de Cunha – foi pago com dinheiro de corrupção. O casamento foi realizado no dia 25 de junho de 2011, no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

“Dessa forma, embora a questão ainda mereça maior aprofundamento, resta claro que o dinheiro usado para o pagamento do casamento de Danielle Ditz da Cunha era proveniente de crimes contra a administração pública praticados pelo seu pai, o ex-deputado federal Eduardo Cunha”.

Além da prisão, o MPF pediu a apreensão de oito veículos:
– Porsche Cayenne modelo 2013
– Porsche Cayenne modelo 2006/2006
– Land Rover Freelander modelo 2007/2008
– Hyundai Tucson modelo 2008/2009
– Volkswagen Tiguan modelo 2010/2011
– Volkswagen Passat Variant modelo 2003/2004
– Ford Edge modelo 2013
– Ford Fusion 2013

Cláudia Cruz, mulher de Cunha, já responde por lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Justiça Federal do Paraná. De acordo com as investigações, Cláudia Cruz foi favorecida, por meio de contas na Suíça, de parte de valores de propina de cerca de US$ 1,5 milhão recebida pelo marido.

Íntegra da nota de Cunha sobre a prisão:
"Tendo em vista o mandado de prisão preventiva decretado hoje pela 13ª vara federal do Paraná, tenho a declarar o que se segue:
Trata-se de uma decisão absurda, sem nenhuma motivação e utilizando-se dos argumentos de uma ação cautelar extinta pelo Supremo Tribunal Federal.
A referida ação cautelar do Supremo, que pedia minha prisão preventiva, foi extinta e o juiz, nos fundamentos da decretação de prisão, utiliza os fundamentos dessa ação cautelar, bem como de fatos atinentes à outros inquéritos que não estão sob sua jurisdição, não sendo ele juiz competente para deliberar.
Meus advogados tomarão as medidas cabíveis para enfrentar essa absurda decisão."

Esfera civil
Na Justiça Federal do Paraná, Cunha já responde a uma ação civil de improbidade administrativa, também movida no âmbito da Operação Lava Jato, que alega a formulação de um esquema entre os réus visando o recebimento de vantagem ilícita proveniente de contratos da Petrobras. A ação corre na 6ª Vara Cível.
Além de Cunha, são requeridos na ação civil a mulher dele, o ex-diretor da estatal Jorge Luiz Zelada, o operador João Henriques e o empresário Idalécio Oliveira.
Os advogados de Cláudia Cruz pediram, no dia 11 de outubro, que a Justiça rejeite ação civil pública de improbidade administrativa a que ela responde. O pedido da defesa diz respeito especificamente a ela.

Despacho de Sérgio Moro que autorizou a prisão de Eduardo Cunha (Foto: Reprodução)

Fonte: G1

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Astróloga diz futuro de Lula, Trump e choca ao falar de Montagner: 'estava escrito'

Profissional ainda falou sobre Dilma, João Dória, Michel Temer e de economia.

Neste sábado, 15, o 'Programa Amaury Junior' entrevistou Maricy Vogel, uma das mais conceituadas astrólogas do mundo. Na conversa, ela que é especialista em mapas astrais fez várias revelações. Para isso, ela olha os graus do mapa do zodíaco. Segundo Maricy, por exemplo, nem todas as previsões dão certo porque o homem pode tentar mudar o seu destino.Ela cita o fato de ter previsto que o candidato Aécio Neves, do PSDB, seria presidente do Brasil, mas quem ganhou foi Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). "Não é que eu errei, as urnas foram fraudadas, não era o destino de Dilma vencer, por isso, ela nem terminou o mandato", contou a astróloga, que disse ter visto um homem como o vencedor do pleito. 

Dilma e Lula

Vogel disse ainda que previu que Dilma não terminaria o mandato por causa desse erro. Não deu outra. No dia 31 de agosto, por exemplo, Rousseff acabou sofrendo um processo de impeachment. De acordo com a profissional do mapa astral, quem não deve ter um bom futuro é Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, para a alegria de 200 milhões de pessoas, Lula será preso. "Ele vai para Curitiba", disse ela citando a capital do Paraná, onde despacha o juiz federal Sérgio Moro, à frente da principal investigação no país, a Lava-Jato.

Trump, Temer e João Dória

Outra previsão polêmica feita pela astróloga é a de que Donald Trump vencerá as eleições. De acordo com ela, as pesquisas não são o mapa astral e que, por isso, não elegem candidatos. Maricy disse ainda que o presidente Michel Temer seguirá no governo até o final, isso porque ele tem ascendência em libra. O peemedebista ainda ganharia o respeito da comunidade internacional. A astróloga e Amaury Junior ainda lembraram que ela acertou que João Dória seria o vencedor do pleito em São Paulo, mesmo com as pesquisas colocando ele bem atrás. 

Domingos

A astróloga ainda comentou a morte do ator #Domingos Montagner, o 'Santo' de 'Velho Chico. Ela disse que ele faleceu um dia antes de eclipse em seu signo de peixes. "Estava escrito no destino que a missão dele tinha terminado, infelizmente" #Famosos

domingo, 16 de outubro de 2016

PF prende operador de empilhadeira dos Correios com R$ 2,5 milhões na conta


Tânia Rêgo/Agência Brasil
A Operação Mala Direta, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 14, prendeu o operador de empilhadeira Edson Andre Silva, o ‘Sukita’, sob suspeita de integrar organização criminosa que montou um esquema paralelo de postagens nos Correios em São Paulo – o rombo estimado alcança R$ 647 milhões.
A PF descobriu que ‘Sukita’ ganha salário mensal de cerca de R$ 1,5 mil, trabalhando nos Correios, mas em um período de dois anos movimentou R$ 2,5 milhões na conta.’Sukita’, 42 anos, concorreu a uma cadeira na Câmara do município de Francisco Morato, na Grande São Paulo. Teve 532 votos e não se elegeu.
Segundo a PF, ele é um dos seis funcionários dos Correios capturados na Mala Direta sob suspeita de corrupção passiva – ‘Sukita’ é operador de empilhadeira, segundo a PF.Três empresários também foram presos – um quarto está foragido. A Justiça Federal bloqueou R$ 13 milhões da organização.
“Um único empregado dos Correios, com salário de aproximadamente R$ 1,5 mil, movimentou no período de dois anos a quantia de R$ 2,5 milhões em sua conta bancária”, informou o delegado Alberto Ferreira Neto, que integra a força-tarefa da PF na Mala Direta.
O delegado não informou o nome dos empresários e nem dos funcionários dos Correios – a PF não divulga a identidade dos investigados.A reportagem apurou entre advogados que o alvo com movimentação milionária, preso na Mala Direta, é Edson ‘Sukita’.”Esse funcionário, com quase dez anos de Correios, lidava diretamente com os empresários”, destacou Ferreira Neto.
“Quando pegamos os salários desses empregados e verificamos o padrão de vida deles constatamos a total incompatibilidade com o patrimônio. Esse funcionário que movimentou R$ 2,5 milhões não fez nenhuma declaração ao Imposto de Renda. Os rendimentos desse empregado de aproximadamente R$ 1,5 mil chamaram muito a atenção.”‘Sukita’ não declarou os ativos à Justiça eleitoral, quando registrou sua candidatura a vereador pelo PMDB. Declarou apenas a posse de um Honda CRV avaliado em R$ 94 mil e uma casa de R$ 240 mil, ou seja, patrimônio total de R$ 334 mil .
A PF apreendeu duas carretas e dois semi-reboques com ‘Sukita’. Ele estava investindo na constituição de uma empresa de transportes.Com autorização judicial, a PF fez ação controlada – seguiu por vários dias os empresários e servidores dos Correios e flagrou encontros para pagamento de propinas.
A PF iniciou a investigação há cerca de dois anos, sob comando dos delegados Thiago Borelli Thomaz e Alberto Ferreira Neto, ambos da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários.Mala Direta mobilizou uma centena de policiais federais que cumpriram 19 mandados de buscas, três de condução coercitiva e nove de prisão temporária, três empresários e seis funcionários dos Correios, pelo prazo de cinco dias. Um quarto empresário está foragido.
Um funcionário dos Correios foi preso na sede central no Jaguaré, zona Oeste da Capital. Outro na sede da Moóca. Os outros quatro servidores foram localizados em suas casas.A PF apreendeu R$ 100 mil em dinheiro vivo nas buscas realizadas, além de 16 veículos e quatro armas de fogo.
A ação da PF foi executada na Capital e em municípios da Grande São Paulo – Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Mogi Mirim e Francisco MoratoA Justiça Federal autorizou também interceptação telefônica dos investigados e a quebra do sigilo fiscal e bancário de todos.”O afastamento do sigilo fiscal e bancário comprovou o repasse de dinheiro dos empresários diretamente para a conta dos funcionários corrompidos”, anotou Ferreira Neto.
Em algumas operações, o dinheiro chegava às mãos dos servidores por meio de ‘laranjas’.”Prendemos corruptos e corruptores”, declarou o delegado federal Alberto Ferreira Neto.
A PF suspeita que outros empresários estão envolvidos com a organização desmantelada por Mala Direta. “Mais quatro ou cinco empresários, pelo menos, estão na mira das investigações.” O esquema de postagem clandestina pode ter sido adotado em outros Estados, suspeita a PF.
Segundo Ferreira Neto, as empresas envolvidas na Mala Direta ‘são de médio porte, mas conhecidas no meio, todas especializadas no manuseio de correspondências contratadas por bancos e grandes empresas que atuam com o sistema”.
O delegado observou, ainda, que os funcionários presos que ocupavam cargos de coordenação se valiam dessa condição ‘para inclusive inserir dados falsos no sistema de informação dos Correios’.Ferreira Neto informou que foram apreendidos 85 mil selos falsos na casa de um empresário – o material estava escondido na churrasqueira da residência.
Ele destacou que cada postagem compreendia um volume de até 200 mil correspondências ‘sem nenhum tipo de faturamento’.”Para se ter uma ideia da dimensão do golpe, uma correspondência custa R$ 1,70. Esses empresários que trabalham com manuseio, com entrega de boletos via mala direta, ofereciam esse mesmo serviço a 12 centavos. Ou seja, se os Correios fazem a R$ 1,70, os empresários não conseguem fazer a 12 centavos.
Esse dinheiro entrava para os empresários. Os Correios não tinham nenhum lucro com isso.”O delegado informou que a Gerência de Segurança dos Correios identificou algumas correspondências sem o faturamento e comunicou a Polícia Federal,’ já indicando empresas’.A reportagem não localizou a defesa de ‘Sukita’. 
Fonte: Estadao Conteudo

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

À polícia, Lula escondeu relação com “amigo” da Odebrecht


No dia 13 de setembro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou discretamente no prédio da Polícia Federal em Santos, litoral paulista. Acompanhado por quatro advogados, o petista foi convocado para esclarecer negócios suspeitos em Angola envolvendo o seu sobrinho Taiguara Rodrigues dos Santos, o BNDES e a construtora Odebrecht. No longo interrogatório, resumido em cinco páginas e conduzido pela delegada Fernanda Costa de Oliveira, Lula escondeu uma informação relevante.
Indagado sobre as suas relações com a Odebrecht, o ex-presidente disse que não conhece o executivo Ernesto Sá Vieira Baiardi, diretor internacional da construtora e responsável por mercados como Angola, onde o sobrinho do ex-presidente ganhou um contrato milionário com a empreiteira. O petista é cabalmente desmentido pelos documentos que integram os autos: conforme VEJA revelou em sua mais recente edição, a PF descobriu no computador de Taiguara Rodrigues uma foto de uma camisa do Corinthians autografada pelo ex-presidente “ao amigo” Ernesto Baiardi. Veja a imagem:
Foto encontrada pela Polícia Federal no computador de Taiguara Rodrigues: Lula autografou a camisa do Corinthians para ser entregue ao “amigo Ernesto” Baiardi, diretor da Odebrecht
Telegramas reservados do Itamaraty também revelam que Baiardi participou como “representante mais sênior da Odebrecht” de uma comitiva de empreiteiros numa viagem de Lula para Malabo, capital da Guiné Equatorial, em março de 2013. Numa reunião com o ex-presidente, da qual também participou Léo Pinheiro, da construtora OAS, os empresários criticaram a morosidade do processo de liberação de crédito de instituições financeiras estatais como o BNDES e o Banco do Brasil para as companhias brasileiras desenvolverem seus projetos na África. Naquela ocasião, a Odebrecht pagou 316.125 dólares para fretar a aeronave que transportou Lula para o país africano.
A PF suspeita que Lula influenciava o BNDES a abrir os seus cofres para financiar as obras da Odebrecht no exterior. Os investigadores identificaram que de 2011 a 2014 ocorreram ao menos oito encontros entre o ex-presidente e Luciano Coutinho, seu apaniguado no comando do BNDES. Algumas dessas reuniões ocorreram na sede do Instituto Lula, em São Paulo, em datas próximas às viagens do ex-presidente ao exterior. Em seu depoimento, Lula dá a sua versão: “Perguntado sobre a razão do BNDES estar presente (nas reuniões no Instituto Lula), (Lula) respondeu (que) por se tratar de assuntos referentes a crescimento e desenvolvimento, havia a necessidade de participação do BNDES… Que então não era pauta dessas reuniões financiamentos específicos do BNDES”.
A PF não se convenceu da resposta do ex-presidente: “Tendo em vista que o Instituto Lula tem por missão e objeto social, dentre outros, a ‘cooperação do Brasil com a África e a América Latina’, não demanda grande esforço intelectual concluir que as diversas reuniões realizadas com o presidente do BNDES trataram, em algum momento, dos financiamentos concedidos pela empresa pública federal aos países visitados por Luiz Inácio Lula da Silva. Não se vislumbra outros assuntos comuns às entidades que pudessem ser tratados nestes encontros”, diz o relatório de indiciamento do petista.
Para os investigadores, Lula era o “verdadeiro lobista da Odebrecht”. O ex-presidente recebeu da construtora 7,6 milhões de reais em sua empresa de palestras L.I.L.S. e em doações ao Instituto Lula. Quando questionado por que empreiteiras como a Odebrecht contratavam as suas palestras no exterior, o ex-presidente respondeu que o objetivo era “apresentar o êxito que o Brasil obteve, através de políticas de desenvolvimento e políticas sociais”. A delegada, então, quis saber: se era esse o propósito, por que Lula deixou de realizar as tais palestras? “A crise mundial fez com que o declarante repensasse e avaliasse um novo momento para a realização dessas palestras e estratégias a serem apresentada”, respondeu o petista.
Nesta segunda-feira, Lula foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelos crimes de tráfico de influência, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Além do ex-presidente, o seu sobrinho também foi acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Marcelo Odebrecht, preso na Operação Lava-Jato, foi denunciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Outros oito investigados também foram denunciados pelos crimes de lavagem de dinheiro.  Caberá agora à Justiça Federal no Distrito Federal decidir se acolherá a acusação do MPF.
Fonte: MSN News

terça-feira, 11 de outubro de 2016

RUSSOMANNO É RETIRADO DE AVIÃO APÓS RECUSAR REVISTA EM RAIO-X

ELE SE RECUSOU SER SUBMETIDO A REVISTA, COMO QUALQUER CIDADÃO
DEPUTADO TENTOU CARTEIRADA, MAS ACABOU ESCOLTADO POR POLICIAIS FEDERAIS

O candidato derrotado a prefeito de São Paulo, deputado Celso Russumanno (PRB), protagonizou vexame nesta terça-feira (11), no aeroporto JK, de Brasília. Ele se recusou a submeter sua bagagem de mão ao raio-x, alegando ser um parlamentar, e embarcou no voo 6628, da Gol.
A carteirada não funcionou como esperado pelo parlamentar e a discussão prosseguiu com os ânimos cada vez mais exaltados até que dois policiais foram acionados para retirá-lo do avião e continuar a conversa em local mais reservado.
A confusão trouxe consequências para todos os passageiros, obrigados a esperar por mais de 40 minutos até que o deputado fosse submetido à vistoria e retornasse ao seu assento.
Russomano não é o primeiro deputado a se considerar acima das regras internacionais de segurança de voo, em 2012, o deputado Paulo Maluf também protagonizou caso parecido, mas, apesar de resistir, acabou obrigado a render-se à revista.
A Câmara dos Deputados confirmou que deputados federais “não têm qualquer tipo prerrogativa” que impeça a revista. "São cidadãos como qualquer outro", explicou a assessoria.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

STF fatia principal inquérito da Lava Jato, e Lula passa a ser investigado

Investigação foi dividida em 4: PT, PP, PMDB na Câmara e no Senado.
Com fatiamento, total de políticos investigados passa de 39 para 66.


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou hoje a divisão em quatro inquéritos da maior e principal investigação da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura se existiu uma organização criminosa, com a participação de políticos e empresários, para fraudar a Petrobras.
Com a decisão, tomada após pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa a ser alvo de um desses inquéritos, o que vai apurar a atuação do PT no esquema investigado. Outros políticos que também serão investigado são o deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O chamado "inquérito-mãe" da Lava Jato tinha oficialmente 39 investigados – a maioria do PP.
Agora, serão 66 investigados: o inquérito sobre o PP terá 30 investigados; o do PT, 12 investigados, entre eles o ex-presidente Lula; o do PMDB no Senado, nove; e o do PMDB na Câmara, 15.
 
Isso porque, apesar de ser um esquema amplo na Petrobras, as investigações apontam para existência de subesquemas na estatal, na qualcada partido dominava uma diretoria e atuava em desvios nos contratos de cada uma delas.
As investigações apontam que o PP atuava para desviar valores da Diretoria de Abastecimento. A partir daí, havia pagamento de propina a políticos do partido. Já o PT atuava nos contratos da Diretoria de Serviços, enquanto o PMDB tinha como foco desviar recursos da Diretoria Internacional, segundo as investigações.
Pedido de fatiamento
Ao pedir o fatiamento da maior e principal investigação da Operação Lava Jato, Janot afirmou que os partidos PP, PT e PMDB se organizaram internamente para cometer crimes contra a administração pública, Por isso, justificou o procurador, a apuração deve ser dividida para "melhor otimização do esforço investigativo".
Para Janot, o pedido de divisão não muda o fato de que existiu "uma teia criminosa única" na estatal.
"Os elementos de informação que compõem o presente inquérito modularam um desenho de um grupo criminoso organizado único, amplo e complexo, com uma miríade de atores que se interligam em uma estrutura com vínculos horizontais, em modelo cooperativista, em que os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, e outra em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e de tomadas de decisões mais relevantes", disse o procurador no pedido.
"Como destacado, alguns membros de determinadas agremiações organizaram-se internamente, valendo-se de seus partidos e em uma estrutura hierarquizada, para cometimento de crimes contra a administração pública", afirmou.
Janot considerou que o fatiamento vai racionalizar os trabalhos. "Com isso, poderá ser atribuída ordenação e organização das ações, melhor controle e percepção da realidade criminosa, melhor avaliação das hipóteses e racionalização dos meios a serem empregados durante os trabalhos."
Lula
Com a decisão de Teori, Lula passa a ser investigado em dois inquéritos no STF, já que ele já era investigado por tentativa de obstrução à Justiça.
Além disso, o ex-presidente é réu na Justiça do Distrito Federal por tentativa de atrapalhar a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e réu na Justiça do Paraná por suspeita de corrupção em razão da relação que mantinha com a construtora OAS.
Veja quem será investigado em cada um dos quatro novos inquéritos da Lava Jato:
Núcleo do PT (12 investigados)
- Antonio Palocci, ex-ministro
- Delcídio do Amaral (sem partido-MS), senador cassado
- Edinho Silva, ex-ministro e prefeito eleito de Araraquara (SP)
- Erenice Guerra, ex-ministra
- Giles Azevedo, ex-chefe de gabinete de Dilma
- Jaques Wagner, ex-governador da Bahia
- João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT
- José Carlos Bumlai, pecuarista
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República
- Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula
- Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-ministro e ex-deputado
- Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras
Núcleo do PMDB da Câmara (15 investigados)
- Alexandre Santos (PMDB-RJ), ex-deputado federal
- Altineu Cortês (PMDB-RJ), deputado federal
- André Esteves, sócio do banco BTG Pactual
- André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara
- Aníbal Gomes (PMDB-CE), deputado federal
- Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), deputado federal
- Carlos Willian (PTC-MG), ex-deputado federal
- Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado cassado e ex-presidente da Câmara
- Fernando Soares, conhecido como "Fernando Baiano", lobista
- Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)
- Lúcio Bolonha Funaro, doleiro
- João Magalhães (PMDB-MG), deputado estadual
- Manoel Júnior (PMDB-PB), deputado federal
- Nelson Bounier (PMDB-RJ), ex-deputado federal e prefeito de Nova Iguaçu (RJ)
- Solange Almeida, ex-deputada e prefeita de Rio Bonito (RJ)
Núcleo do PMDB do Senado (9 investigados)
- Edison Lobão (PMDB-MA), senador e ex-ministro
- Jader Barbalho (PMDB-PA), senador
- Jorge Luz, lobista
- Milton Lyra, lobista
- Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado
- Romero Jucá (PMDB-RR), senador
- Sérgio Machado, ex-senador e ex-presidente da Transpetro
- Silas Rondeau, ex-ministro
- Valdir Raupp (PMDB-RO), senador
Núcleo do PP (30 investigados)
- Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), deputado federal e ex-ministro
- Aline Correa (PP-SP), ex-deputada federal
- Arthur Lira (PP-AL), deputado federal
- Benedito Lira (PP-AL), senador
- Carlos Magnos Ramos (PP-RO), ex-deputado federal
- Ciro Nogueira (PP-PI), senador
- Dilceu Sperafico (PP-PR), deputado federal
- Eduardo da Fonte (PP-PE), deputado federal
- Gladson Cameli (PP-AC), senador
- Jerônimo Goergen (PP-RS), deputado federal
- João Pizzolatti (PP-SC), ex-deputado federal
- João Leão (PP-BA), vice-governador da Bahia
- José Linhares (PP-CE), ex-deputado federal
- José Otávio Germano (PP-RS), deputado federal
- Lázaro Botelho (PP-TO), deputado federal
- Luis Carlos Heinze (PP-RS), deputado federal
- Luiz Fernando Faria (PP-MG), deputado federal
- Nelson Meurer (PP-PR), deputado federal
- Renato Molling (PP-RS), deputado federal
- Roberto Balestra (PP-GO), deputado federal
- Roberto Britto (PP-BA), deputado federal
- Simão Sessim (PP-RJ), deputado federal
- Vilson Covatti (PP-RS), ex-deputado federal
- Waldir Maranhão (PP-MA), deputado federal
- Luiz Argolo (SD-BA), ex-deputado federal (era filiado ao PP)
- Pedro Correa (PP-PE), ex-deputado federal
- Mário Negromonte (PP-BA), ex-deputado federal e conselheiro do TCE-BA
- Missionário José Olímpio (DEM-SP), deputado federal (era filiado ao PP)
Fonte: G1

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PF indicia Lula por propina de R$ 20 milhões da Odebrecht a sobrinho

Ex-presidente foi indiciado por corrupção. Investigação descobriu mensagens de celular, em que Taiguara citava carta branca do “tio” a negócios com a Odebrecht em Angola


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Aloisio Mauricio / Fotoarena)

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvapelo crime de corrupção em razão de evidências de propina de R$ 20 milhões mascarada em contratos da empreiteira Odebrecht, em Angola, firmados com a empresa Exergia, cujo sócio era Taiguara Rodrigues dos Santos, seu sobrinho.

Lula foi indiciado por corrupção passiva, porque a PF concluiu que os contratos de Taiguara só aconteceram em razão do parentesco e das relações da empreiteira com Lula, além dos documentos que citam o próprio ex-presidente no negócio. Seu sobrinho e sete executivos da empreiteira, incluindo Marcelo Odebrecht, foram indiciados por corrupção e lavagem.

O indiciamento ocorreu após cinco meses de investigação daOperação Janus, que devassou contratos da empreiteira com a empresa Exergia. Em maio, a PF, com autorização da Justiça, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Taiguara em Santos. Era uma mina de ouro para a investigação. A PF descobriu que Lula recebia três alcunhas nas conversas: tio, presidente e “chefe maior”.

Uma das provas apreendidas pela PF era uma espécie de diário no computador do sobrinho de Lula, com diversos relatos da empresa e do petista. Eram textos em formato .doc, com Taiguara falando de si mesmo em terceira pessoa. Um dos primeiros – e mais relevantes – registros desse diário é de 2009, quando Taiguara descreve uma reunião. Ele diz que esteve em Brasília para conversar com o tio. Registrou até a duração do encontro: 50 minutos. Taiguara resumiu a resposta de Lula dizendo que ele deu “carta branca” para os negócios em Angola.
Após esse encontro, com o aval de Lula, Taiguara preparou sua empresa para arrancar um naco dos contratos bilionários da Odebrecht em Angola, financiados com dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Como ÉPOCArevelou no ano passado, Lula fazia lobby para a empreiteira sob o pretexto de palestras, usando o status de ex-presidente para viabilizar obras fora do país bancadas pelo banco estatal.
Pagamento da Odebrecht para a empresa do sobrinho de Lula (Foto: Reprodução)

Contrato da Odebrecht com a empresa do sobrinho de Lula (Foto: Reprodução)

O tio resolve
Além do diário, a PF conseguiu recuperar mensagens de WhatsApp enviadas por Taiguara. Um dos destinatários favoritos era um segurança do ex-presidente Lula, de nome Valmir Morais. Funcionário da Presidência da República, ele acompanhava Lula após o mandato. Como ÉPOCA revelou no início deste ano, Valmir era um dos seguranças que foram 111 vezes a Atibaia, no sítio que Lula diz não ser dele. A PF descobriu que o segurança era, também, um homem de recados do ex-presidente, que não usava celular. Numa das mensagens, Taiguara disse que havia chegado de Angola e precisava, com urgência, de uma reunião com o tio.
Outro lote de mensagens era com um parceiro de Taiguara em sua empresa, a Exergia. O conteúdo das conversas era explícito. Numa delas, Taiguara fala que um projeto com a Odebrecht era uma ficção – o contrato depois foi firmado. Em outra, já em 2015, eles reclamavam das dificuldades em fechar negócios. Na ocasião, a Lava Jato já tinha atingido a empreiteira. Taiguara, de novo, ia direto ao ponto: ia falar com o tio para resolver os impasses com a Odebrecht. 

No total, foram 16 contratos da Odebrecht com a empresa de Taiguara, uma parceria próspera, longa e diversificada. A conclusão da PF é contundente: a empresa foi criada apenas para receber dinheiro da empreiteira, sem prestar serviços. Não havia outros clientes ou indícios de qualquer serviço executado. Sobram, contudo, documentos que mostram uma gastança de Taiguara, incluindo outros familiares de Lula, que tinham até o plano de saúde pago com o dinheiro da Exergia. Havia, claro, itens de luxo, como roupas e carros.

Conforme os documentos eram analisados, a investigação avançava. Uma perícia concluiu pela “incapacidade técnica e operacional” da Exergia. Soma-se a um documento interno da Odebrecht, que qualificava o serviço contratado de “imprestável”. A conclusão da PF foi uma só: era impossível a nanica empresa de Santos executar as obras milionárias em Angola.

As mensagens de Taiguara citando Lula não eram mera bravata de um familiar se aproveitando do status de um parente famoso. A investigação descobriu ainda diversas reuniões de Taiguara no Instituto Lula. Houve, também, um encontro num hotel cinco estrelas em Angola. O primeiro indício surgiu de uma mensagem do próprio Taiguara a um segurança de Lula. Ele pedia um encontro, informava que estava no mesmo hotel do tio e citava o quarto. Lula esteve lá duas vezes, sob o pretexto de dar palestras. As duas foram pagas pela Odebrecht.
O empresário Taiguara Rodrigues dos Santos, filho do irmão da primeira mulher de Lula, em depoimento à CPI do BNDES em outubro de 2015 (Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados)

Procurada, a defesa de Lula ainda não se manifestou. ÉPOCA ainda não localizou os advogados de Taiguara, mas tão logo obtenha um posicionamento atualizará esta reportagem para contemplar adequadamente a versão dos citados. Na CPI do BNDES, ele disse que não houve influência de Lula no negócio.

No papel, Taiguara nem sequer é sobrinho de Lula. Ele é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari, amigo de Lula e irmão da primeira mulher do ex-presidente, já morta. Mas o parentesco aí se deu por afinidade. E a Odebrecht cimentou essa relação.

Agnelo agora é vendedor da Polishop


Todo mundo pode começar de novo com uma proposta de vida totalmente diferente.

Só isso explica o sucesso do projeto atual do ex-governador Agnelo Queiroz (PT).


Afastado da política desde que deixou o Palácio do Buriti, há seis meses, ele se tornou representante da Polishop.


Vende de tudo: cosméticos, eletrodomésticos e até cadeira de massagem.

O petista deu certo no negócio e já começou a receber bônus. Foi premiado com o pin de esmeralda e até o fim do ano deve chegar a diamante, o título máximo, que pode render até R$ 100 mil por mês.

Cada empreendedor monta uma loja virtual e cria uma rede de relacionamentos. Ganha pela comissão.